A proteção e conquistas da classe trabalhadora em todo mundo estão diretamente vinculados à atuação sindical. Isso é uma realidade desde os primórdios da Revolução Industrial na Grã-Bretanha no Século XIX. Queiram ou não queiram, a atuação sindical no Brasil está prevista na Constituição de 1988 (art. 8º). Há questionamentos de todas as partes. De falta de representatividade, possíveis condutas irregularidades, até mesmo o tema do momento: a obrigatoriedade do Imposto Sindical.
Como ativista na área trabalhista, sindical e na defesa da vida (hoje sou secretária Estadual dos Trabalhadores Republicanos no Estado de São Paulo), testemunho as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores. É impossível não perceber como a adaptação da representatividade sindical à realidade social compromete a segurança e os direitos, na iniciativa privada e na área pública. Pois bem. Vamos colocar a mão na ferida. Na vida, aprendemos que é necessário separar o joio do trigo. A diferença entre o branco e o preto. É preciso identificar os bons exemplos e seus grandes resultados em defesa da classe trabalhadora também, e sobretudo, sob o ponto de vista humano, da relação e do comportamento social.
Como líder nesse setor, vou passar a mostrar à sociedade a importância e os resultados desse perfil na atividade sindical no país. Quero começar com a atuação do SINDALESP — Sindicato dos Servidores Públicos da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que teve papel fundamental na luta por uma lei que beneficiou milhares de trabalhadores que garante ao poder público o pagamento retroativo de direitos remuneratórios congelados durante a pandemia da Covid-19.
Uma conquista histórica que representa o cuidado contínuo com seus associados. Papel importantíssimo na atuação sindical. Por isso, a entidade se destaca por manter os trabalhadores unidos, acolhidos e assistidos permanentemente com pautas decididas pela categoria. Assim, entramos no diferencial na atuação sindical moderna: a defesa do ser humano. Na prática, o princípio é de que todo trabalhador deve ter: apoio, dignidade e pertencimento. Não apenas na atuação funcional, mas, sobretudo, na vida, no convívio social, onde vivemos desafios e grandes percalços.
Por isso, convidei o presidente do SINDALESP, Felipe Carriço, para unir esforços e liderarmos a nossa “Campanha de Valorização da Vida” no âmbito trabalhista. Na ALESP, infelizmente, sete servidores já perderam suas vidas, o que torna esse tema ainda mais relevante e urgente. Os sindicatos precisam desempenhar a ação trabalhista. Mas, podem e devem exercer um papel importantíssimo nessa defesa da relação humana. Criar núcleos de debates, orientações assistenciais e lutar por políticas públicas em defesa da saúde física e mental. Sindicatos atuantes para cuidar da saúde emocional dos trabalhadores. Que atuação e exemplos alcancem milhares de pessoas e, sobretudo, líderes sindicais, em todo o país. Unidos conseguiremos salvar vidas. Todos irão ganhar: patrões e empregados e, principalmente, a família.
