O número de vítimas do acidente com um ônibus de romeiros no sertão de Alagoas aumentou para 16, após a confirmação da morte de um menino de 4 anos. A criança havia sido atendida na Unidade de Pronto Atendimento de Santana do Ipanema, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos.
As 15 vítimas restantes perderam a vida no local do acidente, na rodovia AL-220, no povoado Caboclo, no município de São José da Tapera. De acordo com o governo de Alagoas, 20 pacientes foram atendidos na rede estadual de saúde, em cidades da região, e 18 seguem internados.
O ônibus, que transportava 60 romeiros, estava retornando de Juazeiro do Norte, no Ceará, para a cidade alagoana de Coité do Nóia. O veículo saiu da pista ao fazer uma curva perigosa e caiu em uma ribanceira com mais de cinco metros de altura.
Na manhã desta quarta-feira, um velório coletivo foi realizado em Coité do Nóia, cidade com cerca de 10 mil habitantes, para homenagear algumas das vítimas. A cidade está em luto, e a comunidade se une para oferecer solidariedade às famílias afetadas.
A Polícia Científica já concluiu a perícia no local do acidente, e foi realizada a análise das marcas na pista, do sistema de freios e medições para estimar a velocidade do ônibus. Outros exames ainda serão realizados para a conclusão do laudo sobre as causas do acidente.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres informou que o ônibus era clandestino e operava de forma irregular. O veículo não possuía Certificado de Segurança Veicular, seguro de responsabilidade civil vigente, nem licença para esse tipo de viagem. Essas irregularidades são fundamentais para entender as causas do acidente e garantir que não ocorram mais incidentes semelhantes no futuro.
