Advogado preso em Pirapozinho por violar medida protetiva

Autor de 43 anos foi detido próximo ao escritório da vítima, também advogada, logo após ela denunciar ameaças.

Advogado é preso em flagrante em Pirapozinho após perseguir vítima e violar Medida Protetiva

Um caso de desrespeito flagrante às determinações judiciais marcou o plantão policial desta terça-feira (03) em Pirapozinho. A Polícia Civil prendeu um advogado de 43 anos, identificado pelas iniciais L.U.F.F.J., acusado de descumprir uma medida protetiva de urgência expedida para garantir a segurança de uma mulher, que também exerce a advocacia na região.

A prisão ocorreu sob a tipificação do artigo 24-A da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), que criminaliza especificamente o ato de violar a distância ou o contato proibido por ordem judicial. O episódio chamou a atenção das autoridades pela audácia do autor e pela reincidência na conduta de perseguição.

Dinâmica da prisão: Agressor agiu enquanto vítima denunciava

O desenrolar dos fatos expõe a vulnerabilidade a que a vítima estava submetida. A advogada havia acabado de comparecer à unidade policial justamente para formalizar denúncias e apresentar novas provas sobre os reiterados descumprimentos das ordens de afastamento por parte do autor.

Numa coincidência que demonstra o risco iminente, instantes após a vítima deixar a delegacia, ela recebeu um alerta de sua secretária informando que o agressor estava dentro de seu escritório de advocacia — local estritamente proibido para ele, conforme a decisão judicial em vigor.

Ação rápida e pedido de prisão preventiva

Diante da gravidade da informação, a equipe policial, liderada pelo Delegado titular, deslocou-se imediatamente até o endereço comercial da vítima. O advogado foi localizado nas proximidades do escritório, configurando o flagrante delito. Ele recebeu voz de prisão no local, sem chance de evasão.

A autoridade policial não apenas ratificou a prisão em flagrante, como também representou pela decretação da prisão preventiva do indiciado. A medida mais severa justifica-se pela “reiteração delitiva” — ou seja, a insistência do autor em cometer o crime — e pelos riscos concretos à integridade física e psicológica da vítima.

O caso serve como um alerta contundente para toda a região: a Lei Maria da Penha aplica-se a todos os estratos sociais e profissionais. A Polícia Civil de Pirapozinho demonstra, com essa ação, que a proteção à mulher é prioridade e que o descumprimento de ordens judiciais resultará na privação de liberdade, independentemente da carteira profissional do agressor. O advogado permanece detido e à disposição da Justiça.

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