A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta contundente sobre a comercialização e o uso da melatonina sob a via sublingual no Brasil. O órgão regulador esclareceu que esse formato específico de administração do hormônio não conta com autorização oficial em território nacional, levantando debates importantes sobre a segurança e a eficácia dos produtos disponíveis no mercado.
O que diz a regulamentação da Anvisa?
No Brasil, a comercialização da melatonina é permitida apenas sob determinadas regras e concentrações estabelecidas pela agência reguladora, enquadrando-se muitas vezes na categoria de suplementos alimentares ou medicamentos, dependendo do registro. Contudo, as formulações comercializadas com a proposta de administração sublingual — onde o produto é absorvido rapidamente pela mucosa oral — operam em uma zona cinzenta ou irregular, já que não passaram pelo rigoroso processo de avaliação de eficácia e segurança exigido para essa modalidade específica.
A ausência de aval oficiais significa que os consumidores podem estar adquirindo itens que não garantem a dosagem correta anunciada no rótulo, além de trazerem potenciais riscos à saúde devido à falta de controle de qualidade na fabricação e importação.
Riscos do uso sem orientação
Conhecida popularmente como o “hormônio do sono”, a melatonina desempenha um papel fundamental na regulação do ciclo circadiano. O uso indiscriminado, impulsionado pela facilidade de compra em plataformas de e-commerce e farmácias, tem preocupado profissionais de saúde.
Efeitos colaterais e interações
Especialistas reforçam que a suplementação incorreta pode causar efeitos adversos como:
- Sonolência diurna excessiva
- Tonturas e dores de cabeça
- Alterações de humor
- Interações negativas com medicamentos para controle de pressão e anticoagulantes
O alerta da Anvisa serve como um lembrete crucial para que a população evite a automedicação. A busca por alternativas para melhorar a qualidade do sono deve sempre passar pela avaliação de um médico especialista, garantindo que qualquer substância utilizada seja segura, regulamentada e adequada para o organismo de cada paciente.
