Paraguaçu: Câmara cobra Prefeitura sobre Saúde e Obras

A Câmara de Vereadores de Paraguaçu Paulista aprovou, em sessão ordinária, 17 requerimentos cruciais que cobram respostas urgentes da Prefeitura sobre gargalos na saúde, obras de turismo paralisadas e a segurança pública local. A enxurrada de pedidos de informação reflete as principais demandas da comunidade, exigindo do Poder Executivo um posicionamento claro sobre problemas que afetam o cotidiano da população.

Saúde Pública em Foco: Cobranças no CAPS, Exames e Santa Casa

A saúde municipal concentrou grande parte dos questionamentos dos parlamentares. O andamento, custos e a estrutura da equipe multidisciplinar do CAPS motivaram pedidos formais de esclarecimento direcionados ao prefeito.

Outro ponto crítico levantado diz respeito a relatos de interrupção e falta de pagamentos nos exames laboratoriais da rede municipal, além da fila de espera para tratamento de canal (endodontia). Parcerias com a Santa Casa de Misericórdia para programas oftalmológicos, voltados a condições crônicas e ao atendimento de alunos da rede municipal de ensino, também estão sob escrutínio legislativo.

Turismo Travado e Infraestrutura Viária

O desenvolvimento turístico e a conservação do patrimônio histórico foram amplamente debatidos. Parlamentares exigem explicações detalhadas sobre os investimentos realizados no Museu Ferroviário desde 2022, bem como a situação das obras na antiga Casa da Lavoura, que deve abrigar o novo Centro de Atendimento ao Turista (CAT).

A burocracia do setor também entrou em pauta, com cobranças sobre convênios do DADETUR para 2026 e a regularização das atas do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR). Na área de infraestrutura, cobra-se uma articulação emergencial com o DER-7 e concessionárias para reparar trechos asfálticos perigosos, com destaque para o trevo das rodovias SP-241 e SP-284.

Segurança e Gestão do Patrimônio Público

A segurança dos próprios municipais e a zeladoria urbana receberam atenção especial. A prefeitura terá de responder sobre o planejamento de segurança física e cobertura de seguros para a Unidade de Saúde 3, localizada na Vila Nova.

Ainda na esteira das cobranças de zeladoria, a prefeitura deve prestar contas sobre o funcionamento da Padaria Artesanal e explicar a viabilidade técnica para a reabertura do anfiteatro do Centro de Convenções Governador Mário Covas, atualmente fechado ao público.

Complementando as cobranças de segurança, o Legislativo demandou relatórios detalhados sobre o efetivo de vigias municipais, o monitoramento do patrimônio, a atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) e a aplicação da Atividade Delegada. Por fim, a transparência fiscal foi exigida no controle e aquisição de combustíveis da frota municipal e nas ações do “Junho Violeta”, voltadas à proteção de idosos vulneráveis.

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