Advogado de Carla Zambelli afirma que marido pode argumentar em favor de desistência de recurso à Suprema Corte de Cassação, aceitando extradição ao Brasil.

O advogado Fabio Pagnozzi revelou, em entrevista à CNN Brasil, que o coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, marido de Carla Zambelli, irá argumentar em favor da desistência de recorrer à Suprema Corte de Cassação, aceitando, assim, a extradição de sua esposa ao Brasil. A informação foi compartilhada no dia 27 de março pela assessoria do advogado.

“Ontem, tivemos uma conversa com o coronel Aginaldo, marido da ex-deputada federal Carla Zambelli, sobre a possibilidade de ela voltar ao Brasil”, afirmou Pagnozzi. “Ela já cumpriu praticamente oito meses da sua pena enquanto esperava a extradição, que pode levar mais seis, sete meses ou até um ano. Então, ela continuará detida durante esse período. Será que não seria mais fácil para ela estar no Brasil, próxima à sua família?” O coronel levará essa questão à atenção de Carla Zambelli ainda esta semana.

Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistema informático e falsidade ideológica. De acordo com a acusação, ela teria financiado uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), executada por Walter Delgatti Neto, conhecido como “hacker de Araraquara”, que também está preso.

A ex-deputada federal foi para a Itália logo após o caso ter sido encerrado no Brasil. No dia 26 de março, a Quarta Seção Penal da Corte de Apelação de Roma aprovou a extradição solicitada pelo governo brasileiro. A decisão foi tomada pelos juízes Flávio Monteleone, Aldo Morgigni e Fabrizio Suriano, que entenderam que os crimes pelos quais Zambelli foi condenada no Brasil possuem um equivalente na Itália.

A cidadania italiana de Carla Zambelli não foi considerada um impedimento para a extradição. “O fato de a pessoa a ser extraditada possuir dupla cidadania italiana e brasileira não constitui impedimento; pelo contrário, fortalece o vínculo jurídico entre a pessoa e o Estado requerente, que a considera cidadã de pleno direito e tem plena legitimidade para requerer sua extradição”, concluíram os juízes.

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