Carlos Bolsonaro, ex-vereador carioca e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, suspendeu sua participação na “caminhada da liberdade” na quarta-feira (21) para visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no complexo penitenciário da Papudinha.
A visita de Carlos ao complexo penitenciário foi motivada pelo desejo de ver seu pai e outros presos políticos, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Após a visita, Carlos expressou sua indignação com o tratamento dado a esses presos políticos, descrevendo a situação como “humanamente impossível de aceitar” e “algo que nem a lógica mais básica permitiria”.
Carlos retomou a caminhada, mas anunciou que retornaria a Brasília na quinta-feira (22) para mais um dia de protesto. Ele destacou que seu pai foi preso sem ter desviado um centavo dos cofres públicos, enquanto outros foram libertados da prisão para assumir posições de poder.
“É inacreditável ver o estado em que se encontram o ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques e o meu pai, presos em um complexo penitenciário que abriga estupradores, sequestradores e criminosos de alta periculosidade”, escreveu Carlos em um post no Twitter.
A caminhada de Nikolas Ferreira, deputado federal pelo PL-MG, começou na segunda-feira (19) e tem como objetivo cobrir 240 quilômetros da BR-040, do município de Paracatu (MG) até a capital federal. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando ocorrerá uma manifestação em Brasília como encerramento do protesto.
Desde o início da caminhada, Nikolas recebeu apoio de parlamentares e influenciadores de direita, que se juntaram a ele no trajeto. A caminhada é uma resposta às decisões do STF e do governo Lula, que Nikolas acredita serem abusivas e anti-democráticas. A manifestação em Brasília no próximo domingo é esperada para ser um momento de grande mobilização e protesto contra as ações do governo.
