A semana de Carnaval está prestes a começar, mas não significa que o Congresso irá parar completamente. Pelo contrário, a movimentação no Legislativo será intensa, com muitas reuniões e votações aguardadas. A Câmara dos Deputados começa a segunda-feira com uma reunião dos líderes para definir o rumo das próximas semanas. O acordo é de priorizar as matérias pacíficas e adiar as polêmicas para depois do Carnaval.
Dentro das comissões, a Senadora Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), está organizando uma reunião da comissão de trabalho criada para acompanhar as investigações do Master. A ideia é realizar audiências e reuniões com o Banco Central, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) para esclarecer alguns pontos. Enquanto isso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado continua a tentar ouvir os governadores. Depois do cancelamento do depoimento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, os parlamentares planejam ouvir o governador do Rio, Cláudio Castro, na quarta-feira, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, na terça-feira.
Na CPI Mista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), há dois depoimentos importantes aguardados. Na segunda-feira à tarde, Paulo Otávio Montalvão Camisotti, filho de Maurício Camisotti, investigado por envolvimento nas fraudes dos descontos ilegais, será ouvido. Além disso, o deputado estadual Edson Cunha de Araújo, do PSB do Maranhão, também investigado pela operação Sem Desconto, irá falar à CPI. A expectativa, no entanto, é com o dia 26, quando Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deverá falar à CPI.
E ainda há o acordo Mercosul União Europeia, que está em análise na Comissão da Representação Brasileira no Parlasul. A reunião da comissão está prevista para a terça-feira, e a votação em plenário deve ocorrer no final de fevereiro na Câmara. Depois disso, o texto seguirá para o Senado.
