Caso Letycia e Sttela: Suspeito Morto e Ossadas Localizadas

Após 120 dias, polícia encontra restos mortais das jovens. Prisão em Paraguaçu Paulista foi crucial para desarticular rede do assassino.

Após 120 dias de buscas ininterruptas, o misterioso desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, atingiu um desfecho trágico e definitivo nesta semana. O principal suspeito da execução morreu em um violento confronto armado com a polícia. Paralelamente, a prisão de um comparsa permitiu que as autoridades chegassem ao local exato onde ossadas humanas — que os peritos acreditam ser das duas jovens — estavam enterradas em uma cova rasa na cidade de Paraíso do Norte (PR).

O caso, que chocou o país, teve um importante desdobramento logístico em Paraguaçu Paulista, onde parte da rede de apoio do criminoso foi desmantelada ainda nas primeiras fases da investigação.

Cronologia do Crime: Do Desaparecimento ao Desfecho Trágico

Para entender a complexidade deste duplo homicídio, que teria sido motivado por um grave desacordo comercial, a equipe de reportagem reconstruiu a linha do tempo do caso. A cronologia liga as vítimas ao suspeito principal, conhecido como Clayton, evidenciando uma rota de fuga que cruzou estados.

Os Últimos Passos de Letycia e Sttela

Na noite de 20 de abril de 2026, as primas entraram em uma caminhonete dirigida por Clayton, saindo de Cianorte (PR). Imagens de segurança registraram o grupo de forma descontraída, com Sttela chegando a postar nas redes sociais a fatídica frase: “Qual será o nosso destino?”.

Durante a madrugada do dia 21, as jovens fizeram uma última parada em uma boate em Paranavaí. A investigação aponta que Letycia e Sttela foram executadas a tiros dentro do veículo poucas horas depois, entre 4h e 4h40 da manhã. Os corpos foram imediatamente levados para uma área rural isolada.

A Conexão com Paraguaçu Paulista e a Fuga

O autor dos disparos iniciou uma fuga meticulosa. Ele abandonou a caminhonete no Paraguai e retornou à sua cidade de origem antes de desaparecer em uma motocicleta no dia 24 de abril. A Justiça logo decretou sua prisão.

Foi no dia 15 de maio de 2026 que a rede de proteção do foragido ruiu em nossa região. Uma ex-namorada do assassino foi localizada e presa em Paraguaçu Paulista (SP). Ela foi acusada de oferecer o suporte logístico e financeiro essencial para mantê-lo fora do radar das autoridades policiais. Essa prisão local enfraqueceu drasticamente a capacidade de fuga do suspeito.

Confronto Policial e a Localização das Ossadas

Apesar de estar foragido, Clayton continuou orquestrando crimes milionários. A caçada terminou em 21 de agosto de 2026. Ao resistir à voz de prisão para o cumprimento de três mandados na cidade de Mandaguari, ele abriu fogo contra as forças policiais e acabou morrendo no confronto.

Simultaneamente, as equipes prenderam seu comparsa, Michel dos Reis Costa, o “Magrão”, na cidade de Umuarama. Foi ele quem colaborou com as autoridades e guiou os investigadores até a mata na Estrada do Porto, indicando onde os restos mortais das jovens foram escondidos há quatro meses. Exames de DNA e perícias forenses agora trabalham para confirmar oficialmente a identidade das vítimas, encerrando a angustiante espera das famílias.

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