A Justiça de Assis definiu que Luís Fernando Silla de Almeida enfrentará júri popular pelo assassinato e esquartejamento do menino Mateus Bernardo Valim de Oliveira, de 10 anos. O crime, que abalou toda a região em dezembro de 2024, ocorreu após a vítima desaparecer enquanto andava de bicicleta pelas ruas do bairro Vila Glória.
A decisão foi proferida pelo juiz da 3ª Vara Criminal. Embora a defesa tenha apresentado um laudo psiquiátrico alegando esquizofrenia e inimputabilidade do acusado, o magistrado entendeu que o processo deve ser submetido ao Tribunal do Júri. A decisão afasta a possibilidade de absolvição sumária nesta fase, especialmente diante dos fortes indícios coletados ao longo das investigações.
Acusações e gravidade do crime
Luís Fernando permanece sob prisão preventiva, medida mantida devido à periculosidade demonstrada. O réu responderá por uma série de crimes graves, incluindo homicídio qualificado, estupro de vulnerável, vilipêndio e ocultação de cadáver, além de ter fornecido bebida alcoólica a um menor. O magistrado reforçou que qualificadoras como motivo torpe e meio cruel compõem o processo.
Em nota, a defesa do acusado argumentou que existem inconsistências nos elementos técnicos e que há a necessidade de investigar a possível participação de terceiros. A equipe de advogados reforçou que o réu poderia ter sido coagido ou manipulado, mantendo a tese de inocência e a busca pelo devido processo legal.
Relembre o caso
O desaparecimento de Mateus mobilizou as autoridades após o menino ser visto em câmeras de segurança pedalando sozinho. Posteriormente, novos registros mostraram a criança acompanhada do suspeito, que era seu vizinho. A relação de proximidade entre ambos, descrita pelo delegado responsável como um “cavalo de Tróia”, facilitou o convite para que a vítima fosse até uma área de mata, onde o crime foi consumado.
O ‘cavalo de Tróia’
As investigações apontaram que o suspeito costumava consertar bicicletas para crianças da vizinhança, ganhando a confiança das famílias. Ao confessar o homicídio, o réu afirmou ter atraído a criança sob o pretexto de um piquenique. A polícia concluiu que a motivação para o ataque brutal foi uma tentativa de abuso sexual, seguida da reação da vítima e do posterior desmembramento do corpo com uma serra.
O processo corre sob segredo de Justiça, e a defesa ainda tem o direito de recorrer da decisão que leva o caso ao tribunal popular.
