Clima de Abandono Preocupa COMTUR no Memorial Irmãs Galvão

Conselheiros criticam manutenção paliativa e exigem que museu da dupla sertaneja tenha funcionamento ativo para turistas.

Durante a extensa ronda pelos pontos turísticos na quarta feira dia 10 de Junho, o COMTUR avaliou a situação do Memorial Irmãs Galvão. O local, concebido para homenagear e preservar o legado da mais longeva dupla da música sertaneja do Brasil, encontra-se hoje em um estado letárgico que beira o abandono. A visita evidenciou a dor e a dificuldade de manter viva a história cultural na cidade.

Entre os apontamentos realizados pelos conselheiros estão:

O Risco do Abandono Histórico

Ao chegarem ao memorial, os conselheiros notaram um aspecto visual desolador. O sentimento transmitido pelo prédio é de que o acervo e a estrutura estão apenas existindo, sem a vitalidade que um museu interativo e dinâmico exige. Durante as conversas, o termo “manutenção” foi o mais repetido. Foi criticado o fato de que, na prática, o espaço tem sido mantido apenas para não cair aos pedaços, em vez de ser preparado para funcionar ativamente e receber turistas de braços abertos.

Um Patrimônio que Precisa Voltar a Funcionar

O debate do Conselho foi incisivo: de nada adianta aplicar recursos paliativos apenas para que a pintura e a fachada pareçam intactas, se o museu não estiver inserido em uma rota turística funcional. O Memorial Irmãs Galvão guarda itens pessoais, memórias fonográficas e uma parte crucial da identidade do interior paulista.

A recomendação extraída desta visita é que a prefeitura mude a abordagem. É preciso deixar de enxergar o local como um “depósito de memórias” e passar a operá-lo com zeladoria contínua, horários de visitação atraentes e integração com as escolas. Só assim a cidade deixará de ter uma estrutura subutilizada para, finalmente, honrar o peso cultural que o nome das Irmãs Galvão carrega.

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