Família denuncia suposta negligência na Santa Casa de Paraguaçu Paulista

Técnica de enfermagem de 22 anos está em estado grave na UTI após três cirurgias; caso foi levado ao Ministério Público.

Família de técnica de enfermagem registra BO e aciona MP após complicações na Santa Casa de Paraguaçu

Jovem de 22 anos, que é funcionária do hospital, está entubada na UTI; familiares alegam recusa de transferência e suposta negligência médica.

A família da jovem Vitória Carolina Haj, de 22 anos, recorreu às autoridades policiais e ao Ministério Público para denunciar supostas irregularidades no atendimento médico recebido por ela na Santa Casa de Misericórdia de Paraguaçu Paulista. Vitória, que atua como técnica de enfermagem na própria instituição, encontra-se atualmente internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), entubada e em estado grave, após ser submetida a uma sequência de três cirurgias em um curto período.

O caso foi formalizado através de um Boletim de Ocorrência e de um termo de declarações na 3ª Promotoria de Justiça. Segundo os relatos, a situação evoluiu de um atendimento inicial para um quadro de risco de vida, motivando os familiares a questionarem a conduta da equipe médica e a estrutura do hospital para lidar com o caso.

Cronologia da internação e procedimentos

A admissão de Vitória na unidade ocorreu no dia 17 de dezembro, após ser transferida da saúde municipal de Borá com fortes dores estomacais. De acordo com o depoimento prestado pelo irmão da paciente, Miguel Nahin Haj, a primeira intervenção cirúrgica no intestino foi realizada três dias após a entrada.

O quadro clínico, no entanto, não apresentou a evolução esperada. Uma semana após o primeiro procedimento, a jovem precisou passar por uma segunda cirurgia. A situação culminou no último sábado (17), quando foi realizada a terceira intervenção cirúrgica. Segundo a família, esta sequência de procedimentos teria levado ao esgotamento das funções vitais da paciente, resultando inclusive em comprometimento renal.

Alegações de recusa de transferência

O ponto central da denúncia apresentada ao Ministério Público refere-se à suposta negativa de transferência da paciente para um centro de maior complexidade. O irmão da vítima relatou que, desde a primeira cirurgia, a família solicitou o encaminhamento de Vitória para um hospital com mais recursos.

No entanto, a médica responsável pelo caso, citada no documento como Dra. Lúcia Satiko Oda, teria negado os pedidos. Segundo o relato familiar contido na denúncia, a profissional teria afirmado possuir “pleno controle da situação” e que não haveria necessidade ou tempo hábil para a transferência.

A família argumenta que a Santa Casa de Paraguaçu Paulista não dispunha dos recursos estruturais necessários para tratar as complicações que surgiram e que o protocolo adequado deveria ter sido a transferência imediata. Até o fechamento desta matéria, aguarda-se o posicionamento oficial da direção da Santa Casa e o andamento das investigações pelas autoridades competentes.

Sair da versão mobile