Fernando Haddad, ministro da Fazenda, confirmou que deixará o governo ainda no mês de janeiro, de acordo com informações divulgadas pela jornalista Miriam Leitão em uma entrevista gravada à GloboNews. O ministro deve comunicar sua decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias, sem que ainda se saiba se ele sairá do ministério para participar da campanha à reeleição do petista ou disputará algum cargo eletivo pelo estado de São Paulo.
Em sua entrevista, Haddad explicou que a mudança no governo ocorrerá antes do prazo limite definido pela Justiça Eleitoral, no mês de abril, e é importante para que seu substituto possa desenvolver o trabalho durante o ano inteiro, tratando todas as questões orçamentárias e fiscais. O ministro defendeu a escolha de seu atual secretário-executivo, Dario Durigan, como seu substituto, afirmando que ele tem “muito trânsito” na Esplanada e conseguirá conter a pressão fiscal “sempre maior no ano eleitoral”.
Haddad também defendeu o desempenho econômico do governo, afirmando que conseguiu reduzir em 70% o déficit público que recebeu. Além disso, ele acredita que o petista não sofrerá pressão por causa do veto de R$ 11 bilhões em emendas parlamentares no Orçamento de 2026, pois a regra que limita a execução das emendas em 30% foi aprovada pelos próprios parlamentares.
Por outro lado, há especulações sobre a possibilidade de Haddad se candidatar ao Senado pelo estado de São Paulo. Outros petistas afirmam que ele poderia formar um palanque forte para Lula se candidatando a governador. No entanto, o ministro tem resistido a concorrer a um cargo eletivo, afirmando que sua decisão de deixar o governo é para garantir uma transição organizada e permitir que seu substituto prepare medidas econômicas estratégicas para o ano.
A legislação eleitoral exige que ministros que pretendem disputar eleições se afastem do cargo até o dia 3 de abril de 2026, mas Haddad disse que optou por antecipar a saída. Sua decisão deve ser comunicada ao presidente Lula nos próximos dias, e é esperado que o petista seja informado sobre a escolha do seu substituto.
