Um homem investigado por estupro de vulnerável contra a própria filha, de 14 anos, morreu no Núcleo de Atendimento Referenciado (NAR) de Assis após sofrer sucessivas paradas cardíacas. O óbito ocorreu em decorrência dos graves ferimentos provocados por um acidente de trânsito ocorrido durante perseguição policial na Rodovia Raposo Tavares, próximo ao trevo de Maracaí.
O caso teve início após a adolescente acionar o número 190 da Polícia Militar para denunciar que vinha sofrendo violência sexual continuada praticada pelo pai há cerca de quatro anos. Quando a viatura chegou ao local indicado, o homem saía da residência a bordo de um Chevrolet Cobalt. Ao avistar os policiais, a menor correu ao encontro da equipe para confirmar a denúncia, momento em que o condutor ignorou a ordem de parada e iniciou fuga em alta velocidade.
Fuga em alta velocidade, colisão e incêndio no veículo
Durante a perseguição tática que se estendeu até o trevo de ligação com a Rodovia Raposo Tavares, o homem perdeu a estabilidade do veículo. Desgovernado, o carro bateu contra o conjunto traseiro de eixos de um semirreboque e se chocou contra a defensa metálica da pista, iniciando um princípio de incêndio no compartimento do motor.
Socorristas da concessionária responsável pelo trecho prestaram atendimento urgente e retiraram o condutor já inconsciente das ferragens. Ele foi entubado e levado às pressas para o centro hospitalar de Assis em quadro clínico gravíssimo. Apesar dos protocolos intensivos de reanimação, o indivíduo não resistiu às complicações clínicas durante o período de internação.
Acolhimento da adolescente e desdobramentos da investigação
Logo após o desfecho da perseguição, a vítima recebeu atendimento especializado na Delegacia Participativa de Assis. Uma policial militar capacitada pela iniciativa Cabine Lilás, especializada em atendimento protetivo e humanizado a vítimas de violência doméstica, conduziu o acolhimento da adolescente ao lado de equipes do Conselho Tutelar.
A menor foi submetida a perícia médica pelo Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado formalmente como estupro de vulnerável pela Polícia Civil, com base no artigo 217-A do Código Penal. Equipes da Polícia Científica efetuaram a perícia técnica no local da colisão. Com a morte confirmada do suspeito, a autoridade policial dará andamento às formalidades legais para o cumprimento dos trâmites periciais e a conclusão do inquérito.
