Justiça de Paraguaçu Paulista condena trio por homicídio duplamente qualificado
O Tribunal do Júri da Comarca de Paraguaçu Paulista encerrou, na madrugada desta quinta-feira (5), um dos julgamentos mais longos e aguardados dos últimos anos. Após 17 horas de sessão, três réus foram condenados por um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio, crimes ocorridos em março de 2022. As penas somadas ultrapassam os 73 anos de reclusão.
Os condenados são Wellington Bruno Alves Rosa (conhecido como Bruninho), Victor Kaique de Andrade e Paulo Roberto Pires de Novaes (o Paulinho TV). O Conselho de Sentença acatou as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, conforme sustentado pela acusação.
Detalhes do crime e motivação
O crime aconteceu no dia 12 de março de 2022, por volta das 19h, na Rua Francisco Janegits. Segundo a apuração do caso, a motivação estaria ligada a disputas pelo tráfico de drogas e uma vingança pessoal, após um dos réus ter sido agredido dias antes.
Na data dos fatos, o grupo se deslocou até a residência da vítima fatal, Diego Maciel dos Santos, com o objetivo de executá-la. Diego foi atingido por diversos disparos na cabeça e no tórax, morrendo no local. Uma segunda pessoa, que também estava no imóvel, foi baleada nas nádegas e no tornozelo, mas conseguiu fugir e sobreviver ao ataque.
Sentenças e tempo de prisão
As penas foram fixadas individualmente pela juíza da 2ª Vara Criminal, com base na participação de cada réu:
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Wellington Bruno Alves Rosa: 26 anos e 3 meses de prisão;
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Paulo Roberto Pires de Novaes: 26 anos e 3 meses de prisão;
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Victor Kaique de Andrade: 21 anos de prisão (com redução devido à confissão espontânea).
Trâmite processual e recursos
O processo tramitava desde junho de 2022, quando a prisão preventiva dos envolvidos foi decretada. Após passar por instâncias superiores, como o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que manteve a decisão de levá-los a júri popular, o julgamento foi finalmente realizado entre os dias 4 e 5 de fevereiro de 2026.
As defesas de Wellington Bruno e Victor Kaique já manifestaram a intenção de recorrer da decisão. Para Wellington, o argumento será de que a decisão foi contrária às provas dos autos; para Victor, o foco do recurso será a revisão do cálculo da pena aplicada. A defesa do terceiro réu ainda não emitiu posicionamento. Os três condenados permanecem presos à disposição da Justiça.
