Uma mulher de 41 anos, vítima de um violento ataque a facadas na zona rural de Paraguaçu Paulista, faleceu na tarde desta sexta-feira (21) após complicações decorrentes das agressões. O crime, registrado inicialmente como tentativa de feminicídio, ganha contornos mais graves com o óbito da vítima, forçando uma reclassificação nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Entenda o caso
O ataque ocorreu na última quarta-feira (19), em uma propriedade rural situada às margens da Rodovia José Bassil Dower, no trecho que liga Paraguaçu Paulista ao município de Lutécia. De acordo com os levantamentos, o ex-companheiro da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento, chegou ao local embriagado e armado, dando início às agressões.
Familiares da vítima intervieram no momento do ataque, o que evitou uma fatalidade imediata. A mulher foi socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro de Paraguaçu Paulista, onde recebeu cuidados médicos e passou por procedimentos cirúrgicos para tratar os ferimentos causados pela faca.
Complicações e óbito
Apesar de ter recebido alta hospitalar, o estado de saúde da vítima piorou drasticamente na madrugada desta sexta-feira (21). Por volta das 2h, ela apresentou um mal-estar severo, sendo necessário novo atendimento de emergência. Submetida a uma nova cirurgia, ela não resistiu às complicações, vindo a óbito às 15h.
O suspeito fugiu do local do crime em direção a uma área de mata logo após a agressão, levando consigo a arma utilizada. As autoridades confirmaram que, além do crime contra a ex-companheira, o indivíduo já possuía um mandado de prisão em aberto por outros delitos.
Buscas pelo suspeito e investigação
As forças policiais seguem em diligências para localizar o homem. A Polícia Civil já solicitou a prisão preventiva do suspeito, que agora responderá pelo crime de feminicídio. A vítima deixa quatro filhos, incluindo uma criança de apenas 6 anos.
Este caso trágico serve como um alerta urgente sobre os riscos enfrentados por mulheres em situações de rompimento de relacionamento. A rede de proteção municipal está à disposição, e qualquer ameaça deve ser reportada imediatamente às autoridades competentes para que medidas protetivas sejam acionadas antes que a violência escale para um desfecho fatal.
