A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta sexta-feira (30), a Operação “Prescrição Legal” em Dracena, com o objetivo de desarticular um esquema de venda clandestina de medicamentos emagrecedores e anabolizantes. A ação, conduzida por unidades especializadas (DIG e DISE), mirou a comercialização irregular de substâncias controladas que eram ofertadas sem prescrição médica e sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Apreensões e alvos da operação em Dracena
Durante a ofensiva, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em duas residências localizadas nos bairros Palmeiras II e Campo Belo. Os alvos da investigação são uma mulher de 38 anos e seu companheiro, de 35 anos. No interior dos imóveis, a polícia localizou ampolas de injetáveis para emagrecimento, frascos de anabolizantes e comprimidos com indícios de origem estrangeira.
Além dos fármacos, foram apreendidas seringas, agulhas e documentos que comprovam a logística do comércio ilegal. Todo o material será submetido a perícia técnica para confirmar a composição e a procedência das substâncias.
Riscos à saúde e venda pelas redes sociais
As investigações revelaram que o casal utilizava as redes sociais como principal vitrine para atrair clientes. A prática é considerada um grave risco à saúde pública, pois o uso dessas substâncias sem o acompanhamento de um profissional especializado pode desencadear efeitos colaterais severos e irreversíveis.
A operação recebeu o nome de “Prescrição Legal” justamente para alertar a população sobre os perigos de adquirir medicamentos de procedência desconhecida fora de estabelecimentos farmacêuticos autorizados.
Consequências jurídicas e próximos passos
Embora não estivessem nos locais no momento das buscas, os investigados já foram identificados e serão ouvidos em data oportuna. Eles poderão responder pelo crime previsto no Artigo 273 do Código Penal, que trata da venda de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais sem registro e sem controle sanitário. A pena para este tipo de infração é rigorosa, visando coibir o mercado paralelo que lucra com a saúde alheia.
A Polícia Civil reforça que as ações de fiscalização contra o comércio clandestino de medicamentos serão permanentes na região, garantindo que o rigor da legislação sanitária seja cumprido.
