Operação Dark Trader: Mulher é Presa em Assis por Golpe Bilionário

Investigação aponta lavagem de R$ 1,1 bilhão envolvendo facções e organização chinesa.

Megaoperação Dark Trader: Polícia de Assis Prende Operadora de Esquema Bilionário

Uma ação coordenada pelas forças de elite da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de uma mulher de 45 anos em Assis, nesta quinta-feira (12). Ela é apontada como a principal articuladora de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que movimentou a cifra astronômica de R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses. A operação, denominada Dark Trader, revela uma conexão perigosa entre organizações criminosas chinesas e a facção PCC.

A prisão foi efetuada por agentes do GOE (Grupo de Operações Especiais) e das unidades especializadas DISE e DIG de Assis. A suspeita é investigada por coordenar o desvio bilionário através da distribuição irregular de produtos eletrônicos na capital paulista.

O Esquema Dark Trader e as Conexões Criminosas

A investigação, conduzida por uma força-tarefa que une a Polícia Civil, o Ministério Público e a Receita Estadual, desvendou uma estrutura financeira altamente complexa. O grupo teria movimentado exatamente R$ 1.072.477.742,95 entre o final de 2025 e o início de 2026.

De acordo com o levantamento das autoridades, o esquema funcionava como uma “lavanderia” de capitais, utilizando o comércio de eletrônicos para dar aparência lícita a valores oriundos de atividades criminosas internacionais e do crime organizado nacional.

Mandados, Sequestros de Bens e Apreensões

A Operação Dark Trader não se limitou a Assis. Foram cumpridos 23 mandados judiciais espalhados pelos estados de São Paulo e Santa Catarina, sendo:

Em solo assisense, além da captura da suposta operadora, os policiais apreenderam materiais considerados cruciais para o prosseguimento das investigações no DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Impacto na Segurança Regional

A detenção da suspeita em Assis coloca a região no centro de uma das maiores investigações financeiras do estado nos últimos anos. As autoridades agora buscam identificar outros “braços” desse esquema que possam estar operando no interior paulista, utilizando empresas de fachada para escoar o capital ilícito.

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