A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que a equipe médica responsável por fornecer medicamentos ao ex-presidente Jair Bolsonaro recebe auxílio de outro preso, que cumpre pena em regime semiaberto. Esse auxílio é uma forma de redução de pena, conforme explica o ofício enviado pela PMDF.
A distribuição de medicamentos ao ex-presidente é realizada pela Seção de Cadastro da unidade com a ajuda eventual de um preso do regime semiaberto, devidamente classificado e designado para essa finalidade. A distribuição ocorre de maneira padronizada e controlada, alcançando todos os custodiados do Núcleo, sempre sob supervisão direta do efetivo policial responsável. Esse processo é uma forma de remição de pena, conforme descrito no ofício.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a PMDF para obter mais informações sobre o nome do preso em questão e a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não obtivemos retorno até o momento.
Além disso, a PMDF também pede que as visitas a Bolsonaro ocorram aos sábados, enquanto as regras preveem que a visitação aos detentos devem acontecer às quartas e quintas-feiras. O ex-presidente também pede permissão para caminhar em um campo de futebol aos fundos da penitenciária e participar das atividades de assistência religiosa junto com os outros detentos.
Jair Bolsonaro está enfrentando problemas de saúde enquanto cumpre pena. Ele foi examinado no local após sofrer uma queda e foi encaminhado ao hospital DF Star. O ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de Bolsonaro à “Papudinha” após o incidente.
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, informou que seu pai sofre com problemas cardiovasculares, além de refluxo gastroesofágico, hipertensão, apneia do sono e histórico de câncer de pele. A saúde do ex-presidente foi especialmente afetada por uma facada durante uma caminhada em Juiz de Fora (MG), em 2018, durante a campanha presidencial. O autor do crime, Adélio Bispo, está preso.
Jair Bolsonaro tem 70 anos e foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Caso o Congresso derrube o veto do presidente Lula ao projeto de lei da dosimetria, sua pena pode ser reduzida para dois anos e quatro meses.
