A Polícia Federal está investigando Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente do Brasil, em uma operação que visa esclarecer sua ida planejada para a Espanha e sua ligação com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. A investigação aponta para uma possível triangulação de recursos e o uso de empresas de fachada em um esquema bilionário de fraude previdenciária.
A mudança de Lulinha para a Espanha chamou a atenção da Polícia Federal, que suspeita que a saída do país possa ser uma tentativa de evitar as investigações sobre as fraudes no INSS. No entanto, a defesa de Lulinha afirma que a mudança foi planejada ainda em 2024 para fins educacionais e profissionais dos filhos, ocorrendo antes de a operação ser deflagrada no Brasil.
A relação entre Lulinha e o empresário conhecido como Careca do INSS também está sob investigação. Lulinha admite que conhece Antônio Camilo Antunes, mas classifica a relação como social e esporádica. No entanto, a PF investiga uma viagem conjunta feita a Portugal para analisar um projeto de produção de canabidiol medicinal, e a polícia quer saber se negócios desse tipo foram usados para lavar dinheiro desviado da Previdência Social.
A investigação também aponta para o suposto repasse de valores por meio de agências de viagens. A PF analisa se recursos do esquema fraudulento foram repassados a terceiros para pagar despesas de Lulinha. Foram identificadas transferências do Careca do INSS para uma empresária próxima ao filho do presidente, que depois realizou pagamentos a uma agência de turismo. Essa agência teria emitido passagens aéreas vinculadas ao cadastro migratório de Fábio Luís.
A defesa de Lulinha afirma que ele registrou uma sociedade limitada em Madri no início de 2026, com foco em tecnologia, e que a abertura da empresa é legal e faz parte de seus planos pessoais de empreender no exterior. No entanto, a investigação sugere que a empresa seja uma “gaveta aberta”, ou seja, uma empresa registrada oficialmente, mas que permanece sem operação real.
A situação atual das quebras de sigilo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS é incerta. A CPMI chegou a aprovar o acesso aos dados bancários e fiscais de Lulinha, mas a decisão foi suspensa pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o curto prazo restante para o fim da comissão, o tema pode ficar sem desfecho parlamentar.
A investigação de Lulinha está sendo acompanhada de perto pela opinião pública e pelos meios de comunicação. A reportagem completa da Gazeta do Povo pode ser acessada em nosso site.