Manobra ou Ineficiência? Prefeitura Adia Explicações Sobre o FUMTUR
O relógio corre contra a transparência em Paraguaçu Paulista. A Prefeitura Municipal formalizou um pedido de prorrogação de prazo para responder aos questionamentos do munícipe Vagner Matias sobre o Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR). O requerimento original, que vencia nesta segunda-feira (25 de maio de 2026), ganhou uma sobrevida de mais dez dias por meio de um ofício assinado pelo Secretário de Turismo, Rubens Aleixo. Agora, a resposta final foi empurrada para o dia 4 de junho, acendendo um sinal de alerta na comunidade.
A justificativa apresentada pela administração municipal repousa na suposta necessidade de uma “complexa análise técnica e administrativa” que envolve as pastas de Contabilidade e Finanças para realizar a conferência de empenhos, registros e movimentações financeiras. Embora o adiamento encontre amparo legal na Lei de Acesso à Informação, a manobra levanta dúvidas inevitáveis sobre a organização interna e a real prontidão dos sistemas de controle da gestão pública local.
A Falácia da Complexidade na Era Digital
Diante desse cenário, a Folha de Paraguaçu propõe um questionamento direto e incontornável: por que uma administração que se autodenomina moderna e digitalizada necessita de prazos adicionais para localizar e apresentar dados que deveriam estar na ponta dos dedos? Tratando-se de empenhos e registros financeiros, essas informações deveriam alimentar o Portal da Transparência continuamente e em tempo real.
A necessidade de paralisar um processo de fiscalização cidadã para realizar uma “conferência documental” interna expõe uma lacuna incômoda na eficiência do serviço público. Se os dados básicos sobre o destino do dinheiro público não estão prontamente acessíveis nem mesmo para os próprios gestores, como esperar que o cidadão comum exerça seu direito constitucional de fiscalização?
O Turismo Não Pode Esperar até 4 de Junho
Paraguaçu Paulista atravessa uma crise severa em sua infraestrutura turística, marcada por rescisões contratuais em série e obras completamente abandonadas no Parque Aquático, Centro de Convergência Turístico e Museu Ferroviário. O turismo é o motor econômico de nossa cidade , e cada dia de silêncio ou de adiamento burocrático custa caro para o comércio e a hotelaria local.
A prorrogação do prazo não deve servir de cortina de fumaça para o esvaziamento das cobranças. A sociedade paraguaçuense não aceitará respostas evasivas ou relatórios genéricos no dia 4 de junho. Exige-se clareza total sobre cada centavo do FUMTUR. O silêncio administrativo temporário apenas amplia a urgência por uma prestação de contas rigorosa, transparente e imediata.
