Renan Calheiros critica Centrão e Câmara por pressionar TCU em caso do Banco Master

Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, desferiu uma crítica contundente contra o Centrão e os dirigentes da Câmara dos Deputados. De acordo com o senador, esses setores exerceram pressão sobre o Tribunal de Contas da União (TCU) para evitar que a instituição fiscalizasse a liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil (BC).

“Isso foi uma pressão do Centrão e dos dirigentes da Câmara dos Deputados sobre um setor do Tribunal de Contas, que acabou levando o Tribunal de Contas a essa exposição”, declarou Calheiros em entrevista à CNN Brasil. A afirmação do senador sugere que a manipulação política pode ter influenciado a decisão do TCU, permitindo que a situação do Banco Master permanecesse na sombra.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, presidida por Calheiros, decidiu criar um grupo de trabalho permanente para investigar o caso do Banco Master. O objetivo é produzir um relatório final, além de relatórios preliminares, caso necessário. Além disso, a comissão solicitou ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União cópias de todos os procedimentos utilizados para pressionar o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, para que ele abrisse as investigações.

A criação do grupo de trabalho ocorreu após o presidente da Câmara, Hugo Motta, se reunir com líderes e determinar que a CPI do Banco Master seguirá a ordem cronológica para análise dos requerimentos de Comissão Parlamentar de Inquérito. Com isso, a CPI do Banco Master foi remetida para o final da fila de requerimentos, que acumula 15 pedidos.

Renan Calheiros também destacou que o Banco Central é o maior interessado na investigação do Banco Master. Durante sua entrevista, o senador afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deve levantar o sigilo imposto à investigação, não apenas aos vídeos dos depoimentos. “A luz do sol acaba sendo o maior detergente, e o acompanhamento da sociedade brasileira com relação a essa que é a maior fraude contra o sistema financeiro nacional precisa ser acompanhada pela sociedade”, completou Calheiros.

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