Em um caso que provocou indignação pública, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da influenciadora digital e advogada argentina Agostina Paez, acusada de cometer injúrias racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona Sul do Rio. A decisão foi tomada pela 37ª Vara Criminal, que acatou a denúncia feita pelo Ministério Público do Rio na última segunda-feira (2), e já havia determinado medidas cautelares, como a retenção do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica, em decorrência do caso.
O incidente ocorreu em 14 de janeiro devido a uma disputa sobre a conta, quando Agostina se dirigiu a um dos funcionários e o chamou de “negro” de forma pejorativa e discriminatória. A vítima explicou que as palavras eram ofensas criminosas e tentava pôr fim às agressões, mas Agostina prosseguiu, imitando o animal macaco com sons e gestos. Ela se dirigiu até o caixa e repetiu as ofensas, enquanto outra mulher a levava embora. Vídeos circularam na internet mostrando o momento em que a influenciadora ainda se comportava de forma agressiva, mesmo fora do local.
As testemunhas presentes no local e as câmeras de segurança confirmaram os relatos das vítimas, descrevendo as agressões como uma série de ofensas racistas e discriminatórias. Em contraste, Agostina afirmou que se tratava de uma brincadeira entre amigas, porém essa versão foi rejeitada pelas autoridades. Conforme o Ministério Público, uma das turistas que a acompanhava tentou impedir que ela continuasse com as ofensas, o que confirma a má conduta.
Nesta quinta-feira (5), Agostina Paez se pronunciou sobre o caso, afirmou estar com medo e, em sua legenda, disse ter seus direitos violados e fez um pedido de ajuda. Além disso, o Tribunal de Justiça afirmou, em nota, que o caso segue tramitando em segredo de justiça.
