Entenda o risco de TEP após voos curtos: Alerta importante

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) deixou de ser uma preocupação restrita a longas travessias transatlânticas. Um caso recente envolvendo uma moradora de Brasília, que desenvolveu a condição após realizar um voo de curta duração, acende um sinal de alerta fundamental para viajantes de todo o país: o risco de formação de coágulos não está diretamente atrelado apenas ao tempo de exposição, mas a uma combinação de fatores individuais e posturais.

Entenda o que é o TEP

O quadro clínico ocorre quando um trombo — um coágulo sanguíneo — se desprende de alguma parte do corpo, geralmente das veias profundas das pernas, e viaja pela corrente sanguínea até obstruir uma das artérias dos pulmões. Essa obstrução impede a oxigenação adequada do sangue, o que pode levar a um estado de emergência médica imediata.

Por que voos curtos também oferecem risco?

Embora o tempo reduzido de voo diminua a exposição, a imobilidade prolongada em assentos apertados, a desidratação frequente e a pressurização da cabine ainda atuam como gatilhos. Para indivíduos que já possuem predisposição genética, sedentarismo ou condições vasculares pré-existentes, o ambiente confinado da aeronave é o cenário ideal para o desenvolvimento de uma Trombose Venosa Profunda (TVP), que pode evoluir para o TEP.

Sinais de alerta

É crucial estar atento aos sintomas que surgem logo após o desembarque ou até mesmo durante o trajeto. Os sinais mais comuns incluem falta de ar repentina, dor no peito que piora ao respirar profundamente, taquicardia e, em alguns casos, tosse com presença de sangue. Inchaço persistente em apenas uma das pernas, acompanhado de dor e vermelhidão, também serve como um alerta importante para buscar auxílio médico imediato.

Como se prevenir durante viagens

Especialistas reforçam que pequenas atitudes podem salvar vidas. Movimentar as pernas e tornozelos regularmente enquanto estiver sentado, levantar-se para caminhar sempre que o sinal do cinto estiver desligado e manter uma hidratação constante com água são medidas obrigatórias. Além disso, o uso de meias de compressão, especialmente para quem já possui histórico de problemas circulatórios, é altamente recomendado. Antes de qualquer viagem longa, consultar um especialista para avaliar o risco individual de cada paciente é o passo mais seguro para garantir que a experiência de voar não se transforme em um pesadelo de saúde.

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