A passagem do governador Tarcísio de Freitas pelo município de Assis gerou forte tensão nos bastidores políticos da região. Durante a mobilização pública realizada nesta quinta-feira (24), o vice-prefeito de Assis e candidato a deputado federal, Alexandre Cachorrão (Avante), afirmou ter sido impedido de subir no caminhão principal que conduzia o chefe do Executivo estadual ao longo da carreata oficial. O ocorrido gerou repercussão imediata e expôs fissuras na coordenação política local.
O que aconteceu na visita de Tarcísio de Freitas a Assis?
O desentendimento ocorreu durante a concentração da carreata no centro da cidade. Apesar de declarar apoio formal e carregar materiais de campanha favoráveis a Tarcísio de Freitas, Cachorrão relatou que teve sua entrada vetada no momento em que tentava acessar o veículo destinado às principais lideranças da comitiva. O bloqueio causou desconforto visível entre apoiadores presentes e alterou o tom da recepção ao governador no município.
Em pronunciamento registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais, o vice-prefeito detalhou o ocorrido enquanto exibia adesivos pró-Tarcísio. Conforme a denúncia apresentada por Cachorrão, a ordem para barrar sua participação teria partido de um servidor comissionado da Prefeitura de Assis que estaria no local em pleno horário de expediente. A acusação levanta discussões sobre a legalidade da atuação de funcionários públicos em atos eleitorais durante a jornada de trabalho.
Disputa de palanque e bastidores da articulação regional
O episódio chamou a atenção no meio político por envolver uma das principais autoridades do Executivo assisense. Enquanto Cachorrão busca representatividade como postulante a uma vaga na Câmara dos Deputados, a coordenação da agenda do governador na cidade esteve sob liderança direta dos deputados Dani Alonso e Capitão Augusto, ambos integrantes da cúpula do Partido Liberal (PL).
A divisão de espaços e a visibilidade junto ao eleitorado regional intensificam o atrito entre diferentes alas que apoiam o Palácio dos Bandeirantes no Vale do Paranapanema. O acesso ao caminhão oficial tornou-se o ponto central da disputa de protagonismo sobre quem lidera as pontes entre a região e o governo paulista.
Até o momento, a organização do evento e os citados na gravação não emitiram pronunciamentos públicos para esclarecer os critérios de triagem adotados na carreata. O desdobramento do caso segue repercutindo nas discussões políticas de Assis e dos municípios vizinhos.
