Transparência Internacional Brasil denuncia uso de jatos executivos por integrantes do STF

A Transparência Internacional Brasil, uma Organização não Governamental, fez um forte apelo pela abertura de investigações sobre o uso de jatos executivos por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), particularmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A população brasileira clama por explicações sobre como esses magistrados conseguem bancar suas viagens de luxo, mas a Procuradoria-Geral da República e o STF parecem não querer investigar o caso.

Em um post publicado na rede social X, a Transparência Internacional Brasil enfatizou a necessidade de esclarecimentos sobre as viagens de jatinho de Toffoli e Moraes, que foram funcionários públicos por toda a vida. A ONG questiona como é possível que esses magistrados possam se dar ao luxo de viajar em jatos executivos, especialmente considerando suas origens e patrimônios.

A apuração revelou que o ministro Alexandre de Moraes utilizou voos de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. Além disso, novos registros oficiais indicam que Dias Toffoli também viajou em aviões de negócios próximos ao empresário. A reportagem publicada pela Folha de S. Paulo registrou, pelo menos, dez voos de Toffoli em jatinhos particulares a partir do terminal privado no aeroporto de Brasília ao longo do ano passado.

Entre os voos suspeitos, estão cinco que foram ligados ou próximos ao empresário preso por comandar um grande esquema de fraudes financeiras. Além disso, outros voos foram registrados em abril, junho, julho e outubro, com destino à capital paulista e às cidades de Ourinhos, Marília e Goiânia. A Gazeta do Povo entrou em contato com o gabinete de Dias Toffoli para se pronunciar sobre a apuração e aguarda retorno. Já a defesa de Vorcaro preferiu não se pronunciar. O gabinete de Alexandre de Moraes declarou que as viagens ligadas ao ministro seriam “ilações” e não aconteceram.

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