Na última sessão do programa Última Análise, os comentaristas abordaram a repercussão da aprovação da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, pela CPMI do INSS. A votação foi marcada por tumulto e acusações de fraude na contagem de votos, o que levou os parlamentares governistas a se colocarem no centro do escândalo. Uma das acusações mais graves envolve uma suposta “mesada” de R$ 300 mil, proveniente de desvios da autarquia.
“O estrago político-eleitoral já está feito para a base do governo, independente da votação e de quem tem razão”, avalia o escritor Francisco Escorsim. “A forma como reagiram ao resultado, de forma desesperada e furiosa, revela uma tentativa de proteção”. Escorsim destaca que a reação do governo foi um sinal de que eles sabem que a investigação contra Lulinha tem o potencial de causar danos significativos ao seu mandato.
A advogada Fabiana Barroso vai mais longe, afirmando que a investigação pode “lavar a alma” do país. “Se concretizada a quebra de sigilo, fica muito difícil que o filho de Lula escape da verdade”, diz ela. “Já há até uma delação premiada contra ele. As provas são robustas: há indícios de uma ‘mesada’ e também de um contrato de R$ 25 milhões com o careca do INSS”.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que o filho do presidente está “absolutamente tranquilo” quanto à quebra de seus sigilos. Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos destacou que Lulinha “não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”. Santos pediu ao STF acesso à decisão de Mendonça.
Em outro capítulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, dispensou os irmãos do ministro Dias Toffoli de depor na CPI do Crime Organizado, que investiga o emaranhado de crimes do caso Banco Master. A quebra de sigilo da empresa deles foi mantida, mas Mendonça argumentou que a Constituição Federal não permite que investigados sejam obrigados a testemunhar contra si. “Se os irmãos do Toffoli quiserem ir, podem ir. Não se trata de elogiar Mendonça, mas de dizer que suas decisões seguem a lei”, diz Escorsim.
Por outro lado, a advogada Fabiana Barroso acredita que a situação de Toffoli está cada vez mais difícil. “Toffoli parece que vai ser rifado, pelos próprios ministros da Corte, para proteger Alexandre de Moraes”, avalia ela. A análise da situação política do país foi o tema central do programa Última Análise, que faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo no YouTube.
