Senador Sergio Moro Questiona Jorge Messias sobre Tese de Doutorado e Políticas da União

Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Sergio Moro (PL-PR) questionou Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre várias questões controversas.

Uma das primeiras questões levantadas por Moro foi a tese de doutorado de Messias, na qual o advogado-geral da União se refere ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff como “golpe de 2016”. Moro quis saber se esse termo se refere ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e se é importante considerar a opinião dos membros da comissão que votaram a favor daquele impeachment. A pergunta de Moro é relevante, pois muitos membros da comissão possuem uma opinião diferente sobre os fatos.

Além disso, Moro também questionou Messias a respeito da atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) no patrulhamento da internet, como no caso da notificação de postagens relacionadas ao PL da Misoginia. Messias afirmou que entende que não cabe à AGU monitorar a internet como tem sido feito desde 2023, pois isso gera distorções. A atuação da AGU no patrulhamento da internet é um tema delicado e que gere muitas discussões.

Outra questão debatida durante a sabatina foi a relação entre Lula e o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro. O senador Moro questionou Messias sobre a proibição imposta à oposição, em 2022, de veicular um vídeo relacionando o venezuelano ao petista. No entanto, Messias desconversou e disse que não compete a ele discutir a política externa do país, que é uma competência privativa do Presidente da República, auxiliado pelo Ministério das Relações Exteriores. A questão da relação entre Lula e Maduro é um tema complexo e que gera muitas discussões.

A discussão da sabatina foi marcada por uma tensão entre os senadores e Messias, que tentou evitar responder a algumas das perguntas feitas por Moro. No entanto, a insistência de Moro em questionar Messias sobre as questões controversas gerou uma reação negativa do senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ.

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