A revolta com as prioridades da atual gestão municipal tomou conta das discussões políticas e das ruas em Paraguaçu Paulista. Enquanto a população amarga a falta de oportunidades, o desemprego crescente e a degradação visível dos serviços essenciais, a prefeitura opta por investir cifras milionárias em festividades. O ápice dessa indignação reverberou fortemente na última Sessão Ordinária da Câmara Municipal, escancarando o que já se tornou o modelo oficial de governança local: a velha e desgastada política do “pão e circo”.
O que é a política do “pão e circo” em Paraguaçu Paulista? Trata-se da dura constatação de que o Executivo municipal prioriza gastos exorbitantes com festas para mascarar a total ausência de políticas públicas reais. O exemplo mais revoltante dessa prática é o investimento desproporcional de R$ 750 mil dos cofres públicos na contratação da cantora Simone Mendes, enquanto as escolas da rede municipal aguardam há meses por manutenções básicas e até por uma simples pintura.
O Abismo Entre as Festas Milionárias e a Realidade das Escolas
A cobertura da Folha de Paraguaçu evidencia um cenário onde o essencial é cruelmente negligenciado em favor do efêmero. O contraste é chocante e inaceitável para o contribuinte que paga seus impostos em dia: como a administração justifica injetar quase um milhão de reais em poucas horas de entretenimento, quando a infraestrutura educacional da cidade sangra pelo descaso? O dinheiro que sobra farto para o “circo” é exatamente o recurso que faz falta nas salas de aula.
Distrito Industrial Abandonado e a Inércia na Geração de Empregos
A pesada maquiagem festiva promovida pela prefeitura tenta, em vão, esconder um problema ainda mais grave que afeta as famílias paraguaçuenses: a estagnação econômica. Emprego, empregabilidade e fomento urgente ao comércio e à indústria deveriam ser os pilares inegociáveis de qualquer administração séria.
No entanto, o que se observa na prática é um completo abandono do Distrito Industrial. Não há incentivos reais, não há um trabalho ativo de atração de novas empresas e inexiste um plano de ação para fortalecer os empreendedores locais. A gestão parece atuar no piloto automático, realizando apenas o mínimo óbvio em uma verdadeira “política de brincadeirinha” que não traz comida para a mesa do cidadão.
Falta Liderança e Sobra Complacência no Executivo
A indignação popular culmina em uma pergunta inevitável: cadê a responsabilidade do chefe do Executivo? A comunidade exige uma postura enérgica e cobranças reais sobre o secretariado que não entrega resultados. Se a Secretaria de Indústria e Comércio, ou qualquer outra pasta, não consegue tirar a cidade da marcha à ré, a solução não pode ser a complacência. É preciso liderança para exigir trabalho árduo ou, diante da inércia, ter a coragem de promover as demissões necessárias.
A população de Paraguaçu Paulista já não se ilude com palcos iluminados enquanto caminha por uma cidade carente de oportunidades estruturais. O cidadão acordou e exige gestão de verdade, respeito ao dinheiro público e o fim imediato desse vergonhoso “pão e circo”.



