Idosa Recebe Oferta de Eutanásia no Canadá e Gera Indignação
A indignação tomou conta de parte da comunidade internacional após a revelação de que Miriam Lancaster, uma idosa de 84 anos, recebeu uma oferta de Assistência Médica na Morte (MAID), o equivalente à eutanásia e suicídio assistido no Canadá, ao ser internada em um hospital de Vancouver, British Columbia, em 2025. Lancaster buscava alívio para uma dor intensa nas costas, mas foi confrontada com a sugestão de pôr fim à sua vida, levantando sérios questionamentos sobre as políticas de saúde canadenses e o valor intrínseco da vida.
Oferta Inesperada em Meio à Dor
A história de Miriam Lancaster iniciou-se quando foi levada de ambulância ao Vancouver General Hospital. Acordou com uma dor insuportável na coluna e esperava diagnóstico e tratamento. Contudo, a primeira interação marcante na emergência foi com uma jovem médica que, sem preâmbulos, ofereceu-lhe o MAID. “A primeira coisa que ela me disse foi: ‘Gostaria de oferecer MAID a você’”, recordou Lancaster, descrevendo o momento como o início de uma saga surpreendente.
A Assistência Médica na Morte é uma legislação canadense que permite a um profissional de saúde qualificado administrar ou fornecer uma substância letal a um paciente que opta por encerrar sua vida. Para Lancaster, a proposta foi chocante e completamente inadequada para o seu estado.
Recusa e Relembrança
“Eu disse: ‘Não, obrigada’”, contou Lancaster. Sua mente estava focada na dor e na busca por uma causa, não em discussões sobre o fim da vida. A situação era ainda mais delicada, pois seu marido, anos antes, havia passado por uma experiência idêntica no mesmo hospital, recusando a eutanásia por convicções pessoais e fé.
Como católicos praticantes, a família Lancaster sustenta a crença de que a decisão sobre o fim da vida pertence a uma esfera superior. A recusa da idosa, portanto, ecoou a firme postura já adotada pelo seu companheiro, reforçando um posicionamento de valorização da vida.
De Volta à Vida Plena
Subsequentemente, Miriam foi transferida para outro centro médico, onde finalmente recebeu o diagnóstico correto: uma pequena fratura no sacro, um osso na base da coluna. Sem possibilidade de cirurgia, ela se submeteu a três semanas de repouso e fisioterapia, culminando em uma recuperação que a trouxe de volta à ativa.
Após retornar para casa, Lancaster sentiu que havia recebido uma nova chance. “Pensei: ‘Ah, me deram uma segunda chance aqui. Vou aproveitar ao máximo o tempo que resta’”, revelou. Essa perspectiva a impulsionou a viajar, explorando Cuba, México e Guatemala, e até mesmo aventurando-se em um passeio a cavalo sobre um vulcão, demonstrando um vigor impressionante para seus 84 anos.
O Debate Ético e a Indignação
A história de Lancaster rapidamente se tornou viral, gerando uma onda de indignação global. Especialistas e ativistas que trabalham para humanizar o debate sobre sofrimento e morte expressaram preocupação. Eles argumentam que a oferta de eutanásia, especialmente em momentos de vulnerabilidade, pode ser devastadora para a autoestima e o senso de valor de uma pessoa, “matando-a” simbolicamente antes do tempo.
Dados alarmantes mostram que, no Canadá, uma em cada vinte mortes resulta de Assistência Médica na Morte, um número que ressalta a velocidade e a amplitude com que a prática tem sido adotada. Há relatos de outras pessoas que, assim como Lancaster, receberam propostas não solicitadas de eutanásia dentro do sistema de saúde, até mesmo de casas funerárias, alimentando o debate sobre os limites éticos e morais dessa política.



