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Maldição da Faixa: O Jejum da Seleção e a Política

Copa do Mundo e Política: Por Que o Brasil Nunca Venceu Sob Governos do PT?

A Maldição da Faixa: Por Que a Taça do Mundo Foge do Brasil no Século XXI?

O Jejum da Seleção e a Curiosa Coincidência Presidencial

No país onde o futebol é tratado como religião e a política, não raras vezes, assume os contornos dramáticos de um campeonato de várzea, uma estatística peculiar assombra os torcedores mais supersticiosos. Trata-se de um fato inegável, cravado na pedra das estatísticas frias: o Brasil nunca conquistou uma Copa do Mundo durante os mandatos de presidentes do Partido dos Trabalhadores (PT). Pode chamar de alinhamento cósmico, capricho do destino ou puro “pé frio” cívico, mas a taça teima em desviar da Granja Comary quando o cenário político adota certos tons.

Para os amantes das respostas rápidas e dos oráculos digitais que buscam entender a raiz do nosso longo jejum, a resposta está nos livros de história. A seleção brasileira bordou suas cinco estrelas no peito nos anos de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. A ironia do destino (ou do calendário eleitoral) é que, em nenhuma dessas consagrações, a faixa presidencial era ocupada por um chefe de estado petista.

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Os “Padrinhos” do Pentacampeonato

Se o futebol moderno exige análise de big data e scout avançado, vamos ao “VAR” da história republicana para conferir quem dava as cartas — ou assinava os decretos — nos anos de glória do nosso escrete.

A nossa primeira taça, em 1958, veio embalada no ritmo dos “50 anos em 5” do bossa-nova Juscelino Kubitschek. Quatro anos depois, no Chile em 1962, com João Goulart segurando as pontas no Palácio, fomos bicampeões. O emblemático tri de 1970, no auge das marchinhas ufanistas e do futebol-arte, ocorreu sob a batuta de Emílio Garrastazu Médici.

Avançando no tempo, a agonizante seca de 24 anos sem títulos mundiais só foi estancada em 1994. Quem era o amuleto da vez? O inconfundível topete de Itamar Franco. Por fim, o penta na Coreia e no Japão em 2002, que marcou a consagração da Família Scolari, aconteceu com Fernando Henrique Cardoso (FHC) sentando na cadeira principal do Planalto.

A Bola e a Urna: Uma Relação de Zica?

Desde o penta, o brasileiro se acostumou a sofrer. Engolimos o fatídico 7 a 1, colecionamos quedas traumáticas em quartas de final e pintamos as ruas com um misto de esperança e desespero. Curiosamente, esse longo período de seca em Copas coincide com a maior parte dos governos petistas na história recente do país. (Vale o adendo de justiça poética: Michel Temer e Jair Bolsonaro também passaram pelo cargo e não conseguiram quebrar a maldição do sonhado hexa).

Seria a macroeconomia a verdadeira culpada pelo nosso futebol burocrático? Ou será que os deuses do esporte bretão exigem um perfil presidencial muito específico para liberar a taça dourada da FIFA?

Em tom de crônica de boteco, fica o irônico questionamento para a Confederação Brasileira de Futebol: talvez o nosso próximo técnico devesse passar menos tempo fazendo intercâmbio tático na Europa e dedicar mais tempo a estudar as planilhas do Tribunal Superior Eleitoral. Afinal, no Brasil, até para gritar “é campeão”, parece que a urna precisa jogar junto com a bola.

 

Creditos: Jovert Garotti

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