Furtos na antiga Escola Vail Toledo em Paraguaçu Paulista
Prédio histórico, ex-sede da prefeitura, vira alvo de criminosos e moradores cobram segurança urgente.

A antiga Escola Vail Justiniano Toledo, situada estrategicamente ao lado do Centro de Especialidades Médicas (CEM) em Paraguaçu Paulista, tornou-se o mais recente reflexo do descaso com o patrimônio público no município. Atualmente em estado de completo abandono, o edifício histórico virou alvo fácil e constante para criminosos. A vulnerabilidade do local já resultou em um prejuízo significativo para os cofres municipais: o furto de onze aparelhos de ar-condicionado que permaneciam instalados na estrutura.
O imóvel guarda grande parte da memória institucional e educacional da cidade. Ao longo das décadas, o complexo abrigou não apenas turmas da rede estadual e municipal de ensino, mas também operou como centro de treinamento, escola de línguas e, em seu ápice administrativo, sediou a própria Prefeitura de Paraguaçu Paulista. Hoje, contudo, a degradação estrutural apagou o brilho de seu passado, transformando o espaço em uma preocupação diária para quem vive ou transita pelas imediações.
O Impacto do Abandono no Patrimônio Público de Paraguaçu Paulista
A falta de vigilância contínua e a ausência de um projeto de ocupação para o prédio escancararam as portas para a criminalidade. Moradores da região relatam uma profunda indignação ao presenciar a deterioração acelerada das instalações. A ação de criminosos, que invadem o local frequentemente para subtrair bens públicos, gera uma sensação de insegurança generalizada em todo o bairro.
O furto dos equipamentos de refrigeração aponta para um problema ainda maior. Há um risco iminente de que a rede elétrica, fiações de cobre, esquadrias e outros materiais de valor comercial sejam os próximos alvos. Essa depredação contínua inviabiliza, a curto prazo, qualquer tentativa futura de reaproveitamento comunitário do espaço, encarecendo drasticamente eventuais projetos de reforma e revitalização.
O que a comunidade exige da administração municipal?
Diante deste cenário crítico de desperdício de recursos, a população cobra respostas e ações imediatas do poder público municipal. A principal e mais urgente reivindicação é a execução de uma força-tarefa para a retirada preventiva de todos os equipamentos e bens de valor que ainda restam no interior da antiga escola.
Os munícipes defendem que estes materiais sejam remanejados e protegidos em outros prédios públicos que contem com segurança adequada e estejam em pleno funcionamento. Além do resgate patrimonial, exige-se a adoção de medidas enérgicas de vigilância e isolamento do local, visando estancar de uma vez por todas a onda de depredação que ameaça não apenas a Escola Vail Justiniano Toledo, mas diversos outros pontos da cidade. O resguardo da história e do dinheiro público em Paraguaçu Paulista exige urgência.



