Política e Economia

Daniel Vorcaro propõe nova delação de R$ 60 bilhões ao STF

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do liquidado Banco Master, sinalizou nesta semana aos investigadores da Polícia Federal a intenção de propor ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um novo acordo de delação premiada completamente reformulado, que prevê a devolução inédita de R$ 60 bilhões aos cofres públicos para tentar destravar as investigações criminais contra ele.

Nossos investigadores apuraram que a sinalização foi formalizada diretamente ao gabinete do ministro e busca reverter o atual impasse jurídico. A estratégia surge logo após a Polícia Federal rejeitar de forma veemente a primeira proposta de colaboração premiada apresentada pelo empresário.

Na ocasião, a corporação considerou que as informações fornecidas eram superficiais e insuficientes diante do vasto acervo de provas que as autoridades já haviam acumulado ao longo da apuração.

Os bastidores do novo acordo bilionário

A rejeição do primeiro termo de colaboração gerou uma forte crise na equipe jurídica de Vorcaro, culminando no afastamento do advogado José Luis Oliveira Lima por divergências de estratégia. Agora, a condução das tratativas passou a ser liderada exclusivamente pelo advogado Sérgio Leonardo.

O defensor já atuava no caso e promete estruturar uma proposta muito mais robusta, capaz de convencer o Ministério Público e o Judiciário de sua relevância e utilidade.

Nomes preservados e omissões anteriores

Bastidores da investigação apontam que a primeira tentativa de acordo fracassou porque o banqueiro tentou poupar figuras importantes de seu núcleo político e familiar. Entre os nomes protegidos estariam seu pai, Henrique Vorcaro, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), suspeito de receber repasses ilícitos de R$ 500 mil mensais.

Omissões sobre transações envolvendo familiares de ministros de tribunais superiores também inviabilizaram o andamento do processo.

Para que a nova delação de Daniel Vorcaro avance e seja homologada pelo STF, os investigadores exigem provas cabais e documentos inéditos. A pressão sobre o empresário aumentou significativamente após apreensões recentes que somam mais de 100 aparelhos eletrônicos, incluindo celulares, e milhares de documentos confidenciais.

Esse acervo robusto garante munição para novas fases de operações policiais, deixando claro que apenas revelações verdadeiramente impactantes poderão livrá-lo de punições severas.

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