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Erosão Ameaça Nova Ciclovia na Av. Hissagy Marubayashi
Obra de quase R$ 1 milhão da Prefeitura pode não resistir à chuva e moradores denunciam falta de escoamento ao Folha de Paraguaçu.
Erosão e Falta de Drenagem Comprometem Nova Ciclovia Milionária em Paraguaçu Paulista
A recém-implantada ciclovia da Avenida Hissagy Marubayashi, em Paraguaçu Paulista, já apresenta graves problemas estruturais, colocando em risco a segurança da população. Moradores indignados enviaram à redação do Folha de Paraguaçu diversas fotografias que flagram erosões profundas e a destruição do paisagismo nas margens da pista, evidenciando uma falha crítica na execução da obra: a completa ausência de um sistema eficiente de escoamento de águas pluviais.
Obra Milionária e o Desperdício de Dinheiro Público
O projeto, que foi anunciado como um avanço na mobilidade urbana sustentável e na qualidade de vida local, teve um custo de licitação de R$ 989.851,63. A viabilização financeira ocorreu por meio de um convênio com o Governo do Estado de São Paulo, através do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), que destinou recursos expressivos ao município, somados a uma contrapartida da Prefeitura Municipal.
Apesar do alto investimento e do asfalto recém-pintado, bastaram as primeiras chuvas para que a grama recém-plantada fosse violentamente levada pela força da água, deixando um rastro de lama e destruição. As imagens recebidas por nossa equipe mostram crateras e valetas se formando junto ao pavimento, ameaçando a integridade da pista e evidenciando a fragilidade do serviço executado.
Promessas do Escopo vs. Realidade nas Ruas
De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação, o escopo da obra contemplava cerca de 1.400 metros de extensão. O pacote de melhorias prometia não apenas o pavimento asfáltico e iluminação moderna, mas também obras complementares de drenagem (galerias) justamente para evitar infiltrações e alagamentos. Documentos oficiais da prefeitura apontavam a instalação de guias de concreto para a condução das águas pluviais.
No entanto, a realidade documentada e apurada pelo Folha de Paraguaçu escancara o oposto. A água da chuva não encontra barreiras, descendo com força e rasgando o solo lateral recém-aterrado.
População Cobra Respostas
A situação levanta questionamentos urgentes sobre a fiscalização da Prefeitura durante a execução do contrato. Como uma obra entregue recentemente, projetada para durar e promover bem-estar, pode ruir tão rapidamente às margens da via?
O Folha de Paraguaçu reforça seu compromisso com a comunidade e continuará acompanhando o caso de perto, cobrando providências da administração municipal para que os reparos sejam feitos sem novos ônus injustificados aos cofres públicos. A mobilidade não pode ser apenas um discurso; ela precisa resistir à primeira chuva.
Confira o Escopo aqui: https://sapl.paraguacupaulista.sp.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2026/24832/24832_original.pdf




