
Farmácia de Manipulação de Paraguaçu: Reestruturação ou Ralo de Dinheiro Público?
A saúde pública de Paraguaçu Paulista enfrenta mais um capítulo alarmante de contradições administrativas. Enquanto a cidade já amarga um histórico frustrante e revoltante de obras paradas e promessas não cumpridas, a Farmácia de Manipulação Municipal entra na mira de um escândalo de gestão em potencial. A Prefeitura alega estar promovendo uma “reestruturação” e justifica a queda drástica na produção de medicamentos com desculpas que variam de licitações fracassadas à suposta “baixa aceitação” da população. Contudo, nos bastidores, a mesma administração acaba de abrir um pregão de mais de meio milhão de reais para abastecer essa exata unidade.
O Paradoxo do Pregão nº 25/2026: Para onde vai o dinheiro?
A resposta oficial do Executivo ao Requerimento nº 137/2026, revelada nesta semana, expõe uma fragilidade inaceitável na condução dos recursos do contribuinte. O argumento da Prefeitura de que é preciso “racionalizar o dinheiro público” e de que faltam matérias-primas cai por terra imediatamente quando analisamos o recém-lançado Pregão Eletrônico nº 25/2026.
O edital prevê um gasto exorbitante de exatos R$ 550.600,50 para a aquisição de insumos destinados à própria Farmácia de Manipulação de Paraguaçu. A pergunta que não quer calar nos corredores políticos e que indigna o cidadão é: se a população supostamente recusa os medicamentos manipulados e a unidade está sendo reduzida, para onde, e para quem, irá esse mais de meio milhão de reais?
Mais um Elefante Branco na Cidade das Obras Paradas?
Paraguaçu Paulista não suporta mais o desperdício travestido de jargões como “reestruturação” ou “adequação de frota”. A alegação de desabastecimento por dificuldades burocráticas soa, no mínimo, como profunda incompetência técnica de uma administração que falha em garantir o básico: remédio gratuito e acessível na prateleira.
Injetar R$ 550 mil em uma estrutura que o próprio Executivo admite estar escanteada exige uma investigação severa. É inadmissível que pacientes crônicos fiquem sem tratamento enquanto o erário corre o risco de ser drenado por um planejamento duvidoso. O histórico de obras paralisadas e verbas perdidas em Paraguaçu nos ensina a desconfiar profundamente de grandes injeções de capital em projetos subitamente “reestruturados”.
Fiscalização Legislativa Urgente
O Poder Legislativo tem o dever moral e constitucional de intervir imediatamente, indo além dos ofícios formais. O alerta disparado pela vereadora Graciane de Madureira precisa ser o estopim para uma verdadeira devassa nas contas da saúde. Não basta apenas questionar; é vital auditar cada centavo deste novo edital milionário.
A população está exausta de justificativas vazias que mascaram a ineficiência crônica. A saúde municipal não pode operar como um laboratório de licitações obscuras. Exigimos transparência total e imediata, antes que a Farmácia de Manipulação se torne apenas mais um esqueleto caríssimo no vergonhoso cemitério de projetos inacabados de Paraguaçu.



