EUA intensificam voos militares sobre Cuba: Tensão aumenta
Operações de vigilância aumentam a pressão sobre Havana
Os Estados Unidos elevaram significativamente a presença militar na costa de Cuba nos últimos meses. O objetivo principal é a coleta intensiva de dados de inteligência, movimento que ocorre em um cenário de crescente especulação sobre uma possível operação militar direta na ilha caribenha. Desde o início de fevereiro, foram contabilizados ao menos 25 voos de reconhecimento realizados pela Marinha e pela Força Aérea americana.
As missões utilizam tecnologia de ponta para monitorar as movimentações do regime. Entre as aeronaves empregadas estão o P-8A Poseidon, focado em patrulha marítima, e o RC-135V Rivet Joint, essencial para a interceptação de sinais. Além disso, drones de alta altitude, como o MQ-4C Triton, têm sido vistos operando próximos a Havana e Santiago de Cuba, chegando a distâncias de apenas 65 quilômetros da costa cubana.
O bloqueio energético e a pressão de Washington
A estratégia americana não se limita aos céus. Sob a administração de Donald Trump, os EUA têm endurecido as sanções econômicas, afetando diretamente a importação de petróleo e gerando apagões constantes na ilha. A política externa americana alega que o regime cubano estaria permitindo a instalação de bases militares de inteligência de adversários perigosos, o que seria visto como uma ameaça direta à segurança nacional.
O impacto dessas sanções já é visível no setor comercial. A empresa canadense Sherritt, por exemplo, abandonou suas operações conjuntas com a estatal cubana devido ao risco imposto pelas novas medidas contra o conglomerado Gaesa, controlado pelos militares cubanos. A pressão isola ainda mais o governo liderado por Miguel Díaz-Canel, que insiste em não ceder às demandas internacionais.
Planejamento militar sob análise
O clima de incerteza é agravado por relatos internos do Pentágono, que estaria refinando o planejamento para uma possível intervenção na região. Após ações militares em outros países, o discurso oficial de que “Cuba será a próxima” ganha contornos de urgência. Enquanto isso, a população cubana enfrenta o agravamento da crise energética e a escassez de recursos, sem uma previsão clara sobre os próximos capítulos dessa disputa geopolítica que coloca dois blocos antagônicos frente a frente.
A Folha de Paraguaçu continuará acompanhando o desdobramento dessas movimentações, trazendo a análise sobre como esse conflito pode impactar o cenário regional e as relações diplomáticas no continente.



