Calor extremo na Europa, gastos do governo federal e tendências globais: o giro de hoje
Crise climática e o ar-condicionado na Europa

A intensa onda de calor que assola a Europa transformou o ar-condicionado em um dos temas centrais do debate político. Com estoques esgotados e uma busca crescente por instalação, o aparelho, que antes era pouco comum no continente, tornou-se objeto de disputa ideológica às vésperas das eleições presidenciais francesas.
Enquanto figuras da esquerda argumentam que o uso generalizado de climatizadores agrava o aquecimento global e propõem melhorias no isolamento dos edifícios, nomes da direita defendem a instalação massiva em prédios públicos. O cenário é crítico: autoridades de saúde já contabilizam mais de 1.300 mortes associadas às altas temperaturas desde o final de junho.
Investimento governamental em propaganda

No Brasil, o governo federal destinou R$ 520 milhões para a Secretaria de Comunicação no primeiro semestre de 2026. O montante, voltado para divulgar programas governamentais, representa o maior valor registrado para o período desde 2010.
Entre as campanhas financiadas, destacam-se pautas como o Desenrola Brasil e o fim da escala 6×1. O alto volume de gastos em ano eleitoral levanta questionamentos sobre a aplicação de recursos públicos e as limitações legais para publicidade institucional durante o pleito.
Mercado financeiro e a era dos direitos autorais

O mercado de investimentos aposta agora em uma nova estratégia: a compra de direitos autorais de livros antigos. Com um aporte de US$ 100 milhões, empresas buscam monetizar obras consagradas aproveitando o fenômeno do #BookTok, que tem revitalizado títulos esquecidos e transformado clássicos em sucessos de vendas novamente.
Crescimento de milionários e monitoramento familiar

O Brasil ganhou mais de 9 mil novos milionários em dólar no último ano, consolidando o país como líder na América Latina, apesar de persistir como uma das nações mais desiguais do globo. Em paralelo, uma tendência comportamental ganha força: mais da metade dos pais brasileiros monitoram a localização digital de filhos adultos, gerando discussões sobre os limites da privacidade e o impacto na autonomia dos jovens.
