
A verdade é uma só: o Brasil está sentado sobre uma mina de ouro de investimentos, mas prefere manter a porta trancada. Se conseguirmos equilibrar as contas e estabelecer uma política monetária estável, o volume de investimento direto pode quadruplicar em meses. Mas o cenário é ainda mais fascinante: com reformas estruturais que impeçam o retorno aos erros do passado, poderíamos atingir a marca astronômica de até 1 trilhão de dólares em um único ano.
Para colocar em perspectiva, hoje atraímos entre 50 e 80 bilhões anuais. Falo de um salto para 200 bilhões apenas com o básico: equilíbrio fiscal e estabilidade. Se somarmos um programa robusto de privatizações e concessões em infraestrutura e mineração, ultrapassaríamos qualquer marca histórica.
Por que essa previsão é possível? Porque a liquidez global é recorde. Nunca houve tanto “dinheiro em caixa” pronto para ser investido em ativos reais. O mundo busca oportunidades e o Brasil é um mercado vasto, mas hoje fechado por inseguranças física, fiscal, jurídica e política. Nossa bolsa de valores é pateticamente pequena, uma “pochete” que tende a se tornar insignificante sob o atual governo. Os desincentivos regulatórios fazem empresas buscarem capital fora do país.
Tudo isso pode mudar rápido. É preciso mexer no Estado Social, um tabu que garante perda eleitoral, mas que é necessário. Uma reestruturação completa dos serviços públicos, inibindo gastos desenfreados e corrupção, tornaria o Brasil um país de primeiro mundo em tempo recorde. Imagine o impacto de investir 5 trilhões de reais em um ano: a logística explodiria, criando polos de tecnologia e uma ascensão sem precedentes da classe média.
Essa transformação não é ficção. Hoje, os custos de infraestrutura caíram drasticamente em relação ao volume disponível para investimento. A China provou ser possível erguer obras gigantescas em semanas. Temos a “tempestade perfeita”: alta liquidez internacional, baixo custo de execução e um mercado interno carente de modernização.
Com visão de mercado, o Brasil poderia saltar para a 3ª maior economia do mundo em quatro anos. No entanto, o governo atual prefere tirar renda da classe média para que o Estado invista em seu lugar — um erro criminoso. O resultado é inflação, juros a 15% e a debandada de empresários.
Nosso maior inimigo é a cegueira ideológica. O medo de pular de um barco que afunda para outro que ainda não se vê é natural, mas a mediocridade é pior. O potencial é brutal. Eu enxergo isso. E você?
Luiz Philippe de Orleans e Bragança



