
Após uma série de denúncias incisivas e cobranças rigorosas por transparência lideradas pela Folha de Paraguaçu, juntamente com a pressão da população e de conselheiros do COMTUR, a Prefeitura de Paraguaçu Paulista finalmente sinalizou uma movimentação para resgatar o patrimônio histórico local. A administração municipal publicou a abertura da Concorrência Pública nº 6/2026, com um investimento estimado em R$ 411.322,54.
O objetivo central do processo é a contratação de uma empresa, sob regime de empreitada global, para executar a adequação do Museu Ferroviário José Giorgi e a ampliação da gare do Trem Turístico e Cultural Moita Bonita.
Obras no Museu Ferroviário: Detalhes do Processo Licitatório
Para os cidadãos que acompanham de perto a novela do turismo municipal, as datas já estão definidas.
- O processo licitatório (nº 67/2026) foi cadastrado no sistema no dia 9 de junho de 2026, às 16:00:00.
- A abertura e a disputa de preços entre as empresas interessadas estão agendadas para o dia 23 de junho de 2026, pontualmente às 09:00:00.
Esta nova licitação surge como uma tentativa de reverter o cenário de abandono que tomou conta dos atrativos da cidade. A adequação do Museu Ferroviário e a ampliação da estrutura do Trem Turístico visam resgatar a capacidade de Paraguaçu Paulista de receber visitantes, um ponto que vinha sendo duramente criticado devido ao risco real de rebaixamento no ranking das estâncias turísticas estaduais.
Pressão Popular: O Motor da Retomada
É impossível dissociar este novo edital das recentes movimentações políticas e sociais. Nos últimos meses, a Folha de Paraguaçu expôs as feridas da gestão do Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR) e o verdadeiro cemitério de obras paralisadas na cidade. O debate esquentou no COMTUR, onde conselheiros e cidadãos passaram a exigir clareza sobre o destino de recursos públicos e questionaram abertamente a lógica de investir milhões em sedes administrativas enquanto atrativos âncoras apodreciam a portas fechadas.
Histórico de Promessas e o Desafio da Execução
A desconfiança da população não é infundada. Em 2022, o mesmo complexo ferroviário foi alvo de um investimento superior a meio milhão de reais, com promessa de conclusão em 10 meses. O prazo expirou em 2023, deixando para trás apenas tapumes e frustração.
Agora, com a injeção de mais de R$ 400 mil, a pergunta que ecoa nas ruas de Paraguaçu Paulista é direta: Será que agora vai? A sociedade e a reportagem da Folha de Paraguaçu permanecerão vigilantes, acompanhando cada etapa desta nova contratação. Afinal, o dinheiro público exige respeito, e a economia turística da cidade não sobrevive apenas de projetos no papel.



