Vereador Amauri Mecânico se posiciona contra nova Praça para Maçonaria
Projeto do Executivo autorizando monumento maçônico gera polêmica; vereador alerta sobre precedentes e insatisfação popular.
Aprovação da Praça do Maçom divide opiniões na Câmara de Paraguaçu Paulista e gera alerta de vereador
A destinação de espaços públicos para homenagens institucionais tornou-se o centro de um intenso debate no cenário político de Paraguaçu Paulista. A Câmara Municipal aprovou, por maioria simples, o Projeto de Lei nº 052/26, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a intervenção física em uma área urbana para a criação da “Praça do Maçom”. O projeto governamental estabelece a construção de um monumento comemorativo em celebração ao centenário da Loja Maçônica Fraternidade de Paraguaçu nº 1.303, estrutura que, após concluída, será doada e incorporada oficialmente ao patrimônio público do município.
A deliberação no plenário legislativo chamou a atenção por romper com o alinhamento habitual dos parlamentares. O texto gerou divergências significativas, resultando em votos contrários e expondo um cenário de raras discordâncias neste ano diante das propostas enviadas pela atual gestão da Prefeitura.
O que motivou a polêmica sobre a Praça do Maçom?
A principal preocupação levantada durante a sessão legislativa refere-se ao impacto no planejamento urbano e à abertura de precedentes para a utilização de áreas públicas por entidades específicas. O vereador Amauri Mecânico, que se posicionou e votou de forma contrária à propositura, destacou publicamente que a iniciativa governamental já demonstra sinais de impopularidade entre diversos setores da sociedade.
Segundo a argumentação do parlamentar, a aprovação do monumento maçônico cria um precedente administrativo delicado e potencialmente grave para a cidade. Ele sustenta que a sanção da referida lei abre caminho legal para que inúmeras outras organizações civis, entidades religiosas e instituições filantrópicas também reivindiquem o direito a espaços de destaque para registrar suas próprias histórias e símbolos nas vias da cidade.
Risco de favoritismo e cobrança por equidade municipal
O vereador ressalta que a administração municipal se coloca em uma situação complexa. A perspectiva é de que o município não disponha de áreas suficientes para atender a eventuais novos pedidos. Caso essas futuras solicitações populares ou institucionais sejam negadas, a gestão poderá enfrentar duros questionamentos de favorecimento, agravados pelo fato conhecido de que o atual prefeito municipal integra a organização que acaba de ser homenageada.
“A comunidade está reagindo e quero ver se o prefeito vai dar a mesma atenção para os pedidos da população”, questionou o vereador Amauri, sinalizando que a sociedade cobrará uma postura isonômica do Executivo.
A decisão segue repercutindo fortemente nos bastidores da política local e nas rodas de conversa da cidade, enquanto os munícipes aguardam os próximos desdobramentos sobre a efetiva implementação do espaço urbano e a resposta da Prefeitura às demais demandas da população.





