Advogado de Augusto Heleno se Reune com Alexandre de Moraes para Discutir Estado de Saúde do General Condenado
O advogado Matheus Milanez, defensor de Augusto Heleno, apresentou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, no sábado (29), as explicações solicitadas sobre o estado de saúde do general. Segundo Milanez, foi um equívoco por parte do perito questionar a data do diagnóstico de Alzheimer de Heleno, uma vez que o general, devido à doença, não tem condições de se lembrar dos marcos temporais.
A defesa de Heleno argumenta que a doença de Alzheimer foi diagnosticada em janeiro de 2025, e não em 2018, como inicialmente afirmado pelo general. Milanez lembrou que a defesa nunca disse em momento algum que o diagnóstico é de 2018, e que a informação veio de Heleno que, por conta do Alzheimer, pode ter se confundido. Além disso, a defesa ressalta que não há exames médicos a colacionar referentes à doença entre os anos de 2018 e 2023, e que os exames específicos foram realizados em 2024, com o diagnóstico sendo fechado somente em janeiro de 2025.
Durante o exame médico, Heleno alegou possuir doença de Alzheimer desde 2018, o que embasou um pedido de prisão domiciliar humanitária, ao qual a Procuradoria-Geral da República concordou. No entanto, Moraes pediu os documentos que comprovassem a condição médica de Heleno e questionou o motivo pelo qual, mesmo com a doença, ele assumiu o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que lida com informações sensíveis. Além disso, Moraes solicitou documentos que comprovassem a condição médica alegada e perguntou se Heleno informou ao GSI ou a outro órgão federal sobre a questão de saúde.
A defesa de Heleno argumenta que o quadro médico foi o motivo pelo qual o general optou por responder apenas às perguntas de seu advogado durante o interrogatório, pois ele já não tinha segurança quanto a fatos e cronologias. Com a argumentação, a defesa conclui que não há exames médicos a colacionar referentes à doença entre os anos de 2018 e 2023, e que os exames específicos foram realizados em 2024, com o diagnóstico sendo fechado somente em janeiro de 2025.
Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por ser considerado parte do suposto plano de golpe de Estado. Ele tem 78 anos e está preso no Comando Militar do Planalto, em Brasília. A decisão de Moraes sobre a prisão domiciliar de Heleno ainda está pendente.



