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Assassinatos de LGBT+ no Brasil registram alarmante número em 2025

No Brasil, a violência contra a comunidade LGBT+ segue sendo uma realidade alarmante. De acordo com o relatório anual do Grupo Gay da Bahia, 257 pessoas da comunidade LGBT+ foram assassinadas em 2025, o que significa que uma pessoa desse grupo é morta a cada 34 horas. Essa é uma estatística chocante e que revela a necessidade de uma abordagem mais eficaz para combater a LGBTfobia.

Se compararmos esses números com os de 2024, percebemos que houve uma redução de apenas 11,7% no número de mortes violentas. Isso significa que ainda há muito a ser feito para proteger a comunidade LGBT+ e prevenir esses crimes. Entre os casos registrados em 2025, estão homicídios, suicídios, latrocínios e mortes por outras causas, como atropelamentos e afogamentos, em contextos de violência motivada por LGBTfobia.

O relatório do Grupo Gay da Bahia também destaca que três pessoas declaradas heterossexuais foram assassinadas por defenderem pessoas LGBT+, por terem sido confundidas com integrantes da comununidade ou por estarem acompanhadas delas. Essa é uma dimensão sombria da violência LGBTfóbica, que não se limita apenas à comunidade LGBT+, mas também afeta aqueles que a apoiam e se solidarizam com ela.

O levantamento do Grupo Gay da Bahia é realizado há mais de 45 anos e é considerado um dos mais importantes estudos sobre violência LGBTfóbica no Brasil. Ele é realizado de forma independente e voluntária e toma como base as notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas ao grupo. Essa abordagem permite que o relatório apresente uma visão mais completa da situação, embora os números não reflitam a realidade total, devido à omissão e subnotificação por parte dos órgãos oficiais.

Infelizmente, o Brasil continua a liderar o ranking mundial de assassinatos de pessoas LGBT+, à frente do México e dos Estados Unidos. É hora de que as autoridades e a sociedade como um todo tomem medidas concretas para combater a LGBTfobia e proteger a comunidade LGBT+. O documento do Grupo Gay da Bahia está disponível no site do grupo e é uma fonte valiosa para quem quer entender melhor a situação e se envolver na luta contra a violência LGBTfóbica.

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