Justiça por Orelha: Indiciamento de agressores e coação
Morte de cão comunitário na Praia Brava gera repercussão nacional e medidas judiciais rigorosas.

Morte do cão comunitário ‘Orelha’ gera indignação e mobiliza justiça contra agressores
A brutalidade contra o cão comunitário conhecido como “Orelha” transformou o luto em um clamor nacional por justiça. O animal, que por mais de uma década foi o mascote da Praia Brava e recebia cuidados contínuos dos moradores locais, não resistiu aos ferimentos causados por uma série de agressões físicas. O caso agora avança nas esferas policiais e judiciárias, envolvendo não apenas os menores responsáveis pelo ato, mas também adultos que tentaram interferir nas investigações.
Como ocorreu o crime contra o animal
Orelha desapareceu de seu ponto habitual e, após dias de buscas intensas pela comunidade, foi localizado com ferimentos graves. Segundo as investigações, ele foi brutalmente agredido por um grupo de quatro adolescentes. Apesar dos esforços para salvá-lo, o cão acabou falecendo, gerando uma onda de protestos e vigílias. Relatos locais indicam ainda que o grupo teria tentado afogar outro animal na mesma região, evidenciando um padrão de crueldade que chocou os residentes.
O envolvimento de adultos e a coação de testemunhas
O desdobramento jurídico do caso ganhou novos contornos com o indiciamento de três adultos — identificados como pais e um tio dos adolescentes envolvidos. Eles são suspeitos de tentar coagir testemunhas para obstruir o trabalho da polícia e proteger os menores. Essa tentativa de interferência agrava a situação legal do grupo e reforça o monitoramento do Ministério Público sobre o processo.
Consequências legais e mobilização social
No âmbito jurídico, os adolescentes responderão por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos contra animais. Já os adultos envolvidos podem enfrentar penas severas pelo crime de coação no curso do processo. O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de leis de proteção animal mais rígidas e a eficácia das punições para crimes de crueldade praticados por menores.
A morte de Orelha ultrapassou as fronteiras regionais, ganhando apoio de ONGs de proteção animal e figuras públicas em todo o país. O portal Folha de Paraguaçu segue acompanhando as decisões judiciais sobre este caso, que se tornou um símbolo da luta contra a impunidade em crimes ambientais e de maus-tratos.



