Flávio Bolsonaro propõe flexibilização da jornada de trabalho
Uma nova proposta para as relações trabalhistas
O senador Flávio Bolsonaro apresentou uma alternativa ao debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil. Defendendo que a discussão atual é inoportuna e eleitoreira, o parlamentar propõe uma reforma estrutural baseada na flexibilização da jornada e na remuneração direta por hora trabalhada, permitindo que o profissional tenha maior autonomia sobre sua rotina.
A proposta busca modernizar as regras vigentes sem abrir mão das garantias constitucionais. Segundo o senador, direitos fundamentais como FGTS, INSS, férias remuneradas e o décimo terceiro salário seriam integralmente preservados no novo modelo.
Foco em flexibilidade e renda
A essência da ideia reside na liberdade contratual. O trabalhador, em conjunto com o empregador, definiria sua carga horária, com o diferencial de que qualquer hora extra seria convertida em ganho financeiro imediato. Para o parlamentar, essa mudança seria um incentivo ao aumento da produtividade e à formalização de trabalhadores que buscam conciliar estudos ou cuidados familiares.
O impacto sobre as mulheres, especialmente mães solos, é um dos pilares defendidos pela proposta. Dados do IBGE citados por Bolsonaro indicam que a rigidez das escalas atuais dificulta a inserção feminina no mercado. Com um sistema por hora, seria possível ajustar o trabalho conforme a disponibilidade de creches e a rotina dos filhos, sem que a família perca o sustento ou o vínculo empregatício.
Modernização vs. Precarização
Diante das críticas de setores que temem uma precarização das relações, o senador rebateu os argumentos destacando que a rigidez atual já marginaliza milhões de brasileiros na informalidade. A expectativa é que o novo formato traga previsibilidade para o setor patronal e competitividade para o mercado nacional.
Inspirada em modelos de liberdade contratual, a proposta visa desburocratizar a relação entre patrão e empregado. O projeto reforça a tese de que a modernização, iniciada com a reforma de 2017, deve avançar para garantir que o trabalhador tenha a liberdade de escolha como protagonista. Ao final, a iniciativa coloca em pauta um binômio que promete ser o centro da discussão política nos próximos meses: liberdade com proteção.



