Réus são Condenados a 40 Anos de Prisão por Homicídio em Assis
Tribunal do Júri determina penas para dupla responsável por assassinar jovem mototaxista em 2018; julgamento durou o dia todo.

A Justiça condenou, em julgamento encerrado nesta última quarta-feira (3), os dois acusados pelo assassinato do mototaxista Arinelson Bento de Oliveira, crime que chocou a cidade de Assis em março de 2018. O Tribunal do Júri da Comarca determinou penas severas que, somadas, ultrapassam a marca de quatro décadas de prisão para os réus envolvidos.
O caso, que aguardava um desfecho judicial há mais de oito anos, teve seu ponto final no plenário da Câmara Municipal de Assis. Após horas de intensos debates probatórios entre a acusação e as equipes de defesa, o Conselho de Sentença reconheceu integralmente a culpabilidade dos réus pela morte do jovem trabalhador, que tinha apenas 20 anos na época dos fatos.
Quais foram as penas estipuladas pelo Tribunal do Júri?
As condenações foram individualizadas pelos magistrados, considerando o nível de participação de cada infrator na execução do crime. O réu Gilmar Mariano de Oliveira Filho recebeu a punição mais pesada, sendo condenado a 23 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Já o segundo envolvido, Lucas Matheus Pereira da Silva, foi sentenciado a cumprir 16 anos e 8 meses de reclusão.
A complexa sessão de julgamento popular foi conduzida e presidida pelo juiz Bruno César Giovanini Garcia, responsável pela leitura final da sentença. A acusação, em nome do Estado, foi sustentada pelo promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga, que apresentou as peças acusatórias necessárias para garantir a convicção dos jurados.
Relembre a dinâmica do homicídio ocorrido em 2018
A tragédia que motivou o rigoroso julgamento desta semana ocorreu na madrugada do dia 4 de março de 2018. Arinelson Bento de Oliveira foi alvo de disparos de arma de fogo enquanto estava nas imediações do bairro Parque Colinas, em Assis.
Imediatamente após os disparos, a vítima chegou a ser socorrida com vida pelas equipes de resgate médico. O jovem mototaxista permaneceu internado no hospital durante vários dias lutando pela vida, mas, devido à extrema gravidade das lesões sofridas, não resistiu e veio a óbito, consolidando a denúncia por homicídio.
Quebra de protocolo e homenagem póstuma no plenário
Um momento de forte respeito institucional marcou o andamento dos trabalhos jurídicos. Durante o período de sustentação oral, a defesa de Lucas — representada pelos advogados João Carlos Merlin e Carlos Pinheiro, enquanto Sérgio e Fernanda Mendes atuaram por Gilmar — abriu espaço para um tributo. O advogado João Carlos Merlim prestou uma emocionante homenagem ao renomado criminalista Roldão Valverde, falecido na última semana. Com um pedido de salva de palmas prontamente acolhido por todo o plenário, a sessão reverenciou a memória daquele que foi uma das maiores referências da advocacia criminal na região.
A apuração rigorosa dos fatos ligados à segurança pública regional continuará sendo prioridade nas páginas do portal Folha de Paraguaçu, informando nossos leitores sobre o encerramento de processos que marcam a história local.



