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Fábrica Clandestina de Cosméticos é Fechada em Assis

Polícia Civil e Vigilância Sanitária flagram produção irregular da marca Cosmonew e interditam imóvel para proteger a saúde pública.

Operação Fecha Fábrica Clandestina de Cosméticos em Assis

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, atuando em conjunto com a Vigilância Sanitária, deflagrou uma importante operação nesta terça-feira (09) que culminou no fechamento imediato de uma fábrica irregular de cosméticos na cidade de Assis. A ação integrada, conduzida por agentes do 1º Distrito Policial, visa combater a comercialização de produtos sem procedência garantida, protegendo diretamente a saúde dos consumidores da região e retirando de circulação mercadorias fora dos padrões de segurança.

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O que motivou a interdição da fábrica?

A interdição rigorosa do estabelecimento ocorreu após uma investigação detalhada apontar para a fabricação e venda clandestina de produtos estéticos da marca Cosmonew. As autoridades sanitárias do município constataram que a empresa operava totalmente à margem da lei, não possuindo as autorizações e licenças obrigatórias exigidas pelos órgãos competentes para a manipulação, estocagem e distribuição das formulações.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel situado na Rua Luiz Nobile, as equipes flagraram uma operação industrial completa operando sob a irregularidade. O local estava estruturado especificamente para cobrir todas as etapas da cadeia produtiva: do processamento das fórmulas ao envase e rotulagem das mercadorias. No interior do prédio, os fiscais e policiais confiscaram matéria-prima, um vasto estoque de embalagens vazias e diversos produtos já finalizados, que estavam prontos para abastecer o mercado.

Riscos diretos à saúde pública

A fabricação de cosméticos em ambientes que não cumprem as rigorosas Boas Práticas de Fabricação (BPF) estabelecidas pelas agências reguladoras representa um perigo iminente. Produtos desenvolvidos sem o controle técnico de qualidade e sem testes laboratoriais adequados podem causar graves reações alérgicas, irritações dermatológicas severas e até intoxicações.

Foi exatamente para neutralizar esse risco e frear o avanço comercial dessas mercadorias que a Vigilância Sanitária determinou a interdição sumária do local. A interrupção das atividades é o mecanismo legal primário para garantir que nenhuma remessa contaminada ou irregular chegue às prateleiras.

Próximos passos da apuração legal

O lacre do estabelecimento e a apreensão dos insumos configuram a primeira resposta tática desta ofensiva. Segundo o inquérito em andamento na Polícia Civil, os esforços agora se concentram em identificar detalhadamente todos os responsáveis pelo esquema de produção. Os envolvidos poderão responder por infrações administrativas severas e também por crimes diretos contra as relações de consumo e a saúde pública. O Folha de Paraguaçu segue acompanhando as atualizações legais deste caso.

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