Insegurança no Cemitério da Paz em Paraguaçu Paulista
Invasões, uso de drogas e violação de túmulos geram pânico em moradores e comerciantes no entorno do cemitério municipal.

O Cemitério Municipal da Paz, localizado em Paraguaçu Paulista, tornou-se o epicentro de uma grave crise de segurança e saúde pública que vem tirando a paz de moradores e comerciantes da região. O espaço, tradicionalmente destinado ao luto e à preservação da memória local, enfrenta invasões sistêmicas de pessoas em situação de rua. Esses grupos têm utilizado as instalações públicas para o consumo de substâncias ilícitas, além de transformarem o recinto em ponto para a realização de necessidades fisiológicas e higiene pessoal.
Esse cenário de extrema insalubridade compromete gravemente a tranquilidade de quem vive ou trabalha nas imediações, inviabilizando o livre acesso da população a uma área de grande respeito sentimental. A vizinhança acompanha, com forte apreensão, a rápida degradação do patrimônio público, exigindo uma resposta incisiva e imediata das instâncias de segurança e zelo municipal.
O que está acontecendo no Cemitério da Paz em Paraguaçu Paulista?
Nas últimas semanas, o entorno do cemitério experimentou um salto alarmante na desordem urbana. Comerciantes estabelecidos na área relatam que a presença constante de dependentes químicos e indivíduos em extrema vulnerabilidade afasta a clientela e gera um clima de medo constante durante o horário comercial. As alamedas e o interior do campo santo passaram a servir, na prática, como abrigo improvisado.
Para os moradores, o transtorno ultrapassa a questão da criminalidade preventiva, configurando-se como um severo problema sanitário. O acúmulo de dejetos e o uso indevido das estruturas hidráulicas do cemitério para banhos criam um ambiente altamente propício à proliferação de vetores e doenças, tornando a convivência na vizinhança insustentável.
Violação de túmulos e desrespeito à memória familiar
Além dos visíveis danos estruturais, o ponto mais sensível desta crise é o ataque direto à dignidade dos sepultamentos. Populares denunciam episódios revoltantes de violação de túmulos no recinto. O furto de ornamentos de bronze, a depredação de lápides e a profanação do espaço causam um sofrimento incalculável às famílias paraguaçuenses. A memória daqueles que partiram encontra-se sob ameaça diária devido à fragilidade no controle de acesso ao cemitério.
Quais as medidas cobradas pela população local?
Diante da sensação de abandono e da insegurança instaurada, os afetados formam um coro uníssono por intervenção urgente do poder público. A cobrança central recai sobre a necessidade de um patrulhamento ostensivo reforçado no bairro e de medidas físicas rígidas que impeçam as invasões, especialmente no período noturno e fora do horário oficial de visitação.
Simultaneamente, a comunidade destaca a urgência de uma abordagem assistencial qualificada. Exige-se que as equipes de assistência social do município atuem na linha de frente para oferecer o devido acolhimento, tratamento e direcionamento às pessoas em situação de rua que ocupam o local. A resolução do impasse no Cemitério Municipal da Paz demanda uma ação intersetorial robusta, capaz de unir o rigor da segurança pública ao cuidado do amparo social, devolvendo o respeito aos mortos e a tranquilidade aos vivos.



