Cultura e PessoasLocal

Caixa Preta da SMC: Cidadão Cobra Transparência do Fundo de Cultura

Requerimento exige dados financeiros e expõe padrão de obscuridade da gestão Sassada, que também já atingiu as contas do Turismo no município.

Caixa Preta na Gestão Sassada? Cidadão Exige Transparência do Fundo de Cultura em Paraguaçu Paulista

A administração do prefeito Antonio Takashi Sassada enfrenta mais um duro questionamento popular quanto ao uso e à destinação do dinheiro público. Desta vez, o alvo da cobrança por transparência recai sobre o Fundo Municipal de Cultura (FMC). O cidadão paraguaçuense Vagner Matias protocolou um rigoroso requerimento administrativo exigindo a abertura das contas da pasta. Amparado pela Lei de Acesso à Informação (Lei Federal nº 12.527/2011), o pedido busca expor de forma detalhada como o Executivo tem manipulado os recursos culturais do município no período de 2021 a 2026.

Esplanada Hotel Paraguacu Paulista

O Que Exige o Documento Protocolado?

O requerimento popular não deixa margem para respostas evasivas. O documento cobra a apresentação imediata de balancetes contábeis, extratos bancários mensais e anuais, além da identificação nominal dos gestores e ordenadores que assinam as despesas.

Para rastrear o destino do dinheiro público, são exigidas cópias de convênios, termos de fomento, relatórios detalhados de gastos com publicidade institucional e a composição atualizada do Conselho Municipal competente. O objetivo central é varrer a obscuridade que paira sobre o FMC — regulamentado pelo Decreto Municipal n° 6.759/2021 — e entender para onde, de fato, está escoando a verba que deveria fomentar a arte e o desenvolvimento cultural local.

Um Padrão de Obscurantismo: Da Cultura ao Turismo

Essa grave ausência de clareza nas contas não é um caso isolado na atual gestão de Paraguaçu Paulista; trata-se de um método administrativo que já deixou um rastro de descaso na pasta do Turismo. O município tem falhado sistematicamente na prestação de contas dos recursos públicos aos órgãos de controle social.

Em episódios recentes, o setor turístico foi alvo de intensos escrutínios pelo mesmo modus operandi. A histórica falta de transparência sobre o destino das verbas do Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR) e a ineficiência administrativa resultaram em obras paralisadas e no total abandono da recuperação de atrativos turísticos estruturais. A situação chegou a um ponto de tensão tão crítico que o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) se viu envolto em sérias denúncias institucionais. O cenário forçou, à época, a Secretaria de Turismo a recorrer a pedidos formais de direito de resposta na tentativa de justificar a inoperância e a lentidão na prestação de contas de convênios municipais.

A Fiscalização Pública Como Lei

O Poder Executivo municipal não pode continuar operando nas sombras. A iniciativa de fiscalização sobre o Fundo de Cultura reforça que a população de Paraguaçu Paulista está atenta aos cofres públicos. Resta agora aguardar se a Prefeitura cumprirá os prazos legais tempestivos para apresentar as prestações de contas anuais ou se o silêncio institucional se tornará, mais uma vez, a resposta oficial da administração.

Mostrar mais

Artigos relacionados

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Botão Voltar ao topo
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x