Tecnologia

Desafio do ROI em Cibersegurança: Como Empresas de Paraguaçu Justificam Investimentos Cruciais

Empresas e organizações em Paraguaçu Paulista e região enfrentam um desafio crucial: como justificar e mensurar o Retorno Sobre Investimento (ROI) em cibersegurança. Diferente de aportes com ganhos diretos, a segurança digital age na prevenção de perdas e incidentes, tornando seu valor, paradoxalmente, menos evidente quando bem-sucedida. Este dilema impulsiona lideranças de tecnologia e executivos de negócio a buscar novas formas de comunicar a importância desses investimentos vitais.

O Paradoxo da Prevenção

A Folha de Paraguaçu apurou que o debate sobre ROI em cibersegurança exige uma ponte entre a linguagem técnica e a corporativa. Lideranças de tecnologia, como CIOs e CISOs, precisam traduzir riscos complexos em impactos financeiros e operacionais para conselhos e diretores. O desafio é explicar que a ausência de incidentes não significa ineficácia, mas sim o sucesso da estratégia implementada. Executivos de negócio, por sua vez, esperam métricas claras, que muitas vezes não se encaixam no modelo de “lucro gerado”.

Quando a Cibersegurança Vira Prioridade Estratégica

O interesse pela segurança digital raramente surge espontaneamente. Geralmente é impulsionado por eventos reativos, como ataques cibernéticos ou vazamentos de dados, que expõem o custo da inação. Além disso, ciclos orçamentários forçam a cibersegurança a competir por recursos com áreas geradoras de receita. A transformação digital, com a migração para a nuvem e a digitalização de processos, também amplifica a superfície de risco, tornando a discussão sobre resiliência operacional e continuidade do negócio central para o investimento.

ROI: Evitar Perdas é o Grande Ganho

Para o portal “Folha de Paraguaçu”, o retorno em cibersegurança não se mede por ganhos adicionais, mas pela capacidade de evitar perdas. Isso inclui a redução da probabilidade e do impacto de incidentes, a proteção da continuidade operacional e a garantia da estabilidade regulatória e jurídica, mitigando multas e sanções. O verdadeiro valor está na preservação da reputação, da confiança do cliente e da estabilidade financeira.

Métricas para o Valor Invisível

Embora difícil, é possível estruturar a avaliação. Nossa análise aponta para:

  • Indicadores de Maturidade: Medir a evolução da postura de segurança ao longo do tempo, como a redução no número de incidentes ou a melhoria nos tempos de resposta.
  • Custos de Incidentes Evitados: Comparar investimentos com estudos de impacto financeiro de ataques anteriores ou do setor, demonstrando o dano potencial mitigado.
  • Integração com Gestão de Riscos: Posicionar a cibersegurança dentro do mapa de riscos corporativos, alinhando-a ao apetite de risco da alta direção.

Comunicação e Governança para Decisões Eficazes

Justificar investimentos exige uma comunicação realista, sem promessas de segurança absoluta, que são irreais e podem comprometer a credibilidade. A Folha de Paraguaçu defende uma narrativa orientada ao negócio, que traduza riscos técnicos em impactos empresariais compreensíveis. A priorização baseada em risco, focando nos ativos mais críticos, e uma governança robusta, com participação ativa do conselho, são essenciais para decisões mais maduras e estratégicas. O retorno, então, é a resiliência e a sustentabilidade do negócio em um cenário digital cada vez mais desafiador.

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Samuel Nascimento

Natural de Paraguaçu Paulista, terra de Erasmo Dias, Liana Duval e Nho Pai. Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e cursando Engenharia da Computação; Empreendedor na área de Marketing Digital; Ciclista; Músico Violinista; Organizador do Festival de Música de Paraguaçu Paulista e Spalla da Orquestra Jovem de Paraguaçu Paulista.

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