Javier Milei autoriza entrada de tropas dos EUA na Argentina
Uma mudança estratégica nas Forças Armadas
O presidente argentino, Javier Milei, oficializou nesta sexta-feira (17) a autorização para a entrada de tropas militares dos Estados Unidos em território argentino. Através de um decreto presidencial, o governo estabeleceu as bases para a realização de exercícios militares conjuntos que visam reforçar a cooperação entre as nações.
A decisão oficial, publicada no Diário Oficial, permite a entrada de pessoal e equipamentos de defesa norte-americanos. O cronograma principal foca na operação intitulada “Adaga do Atlântico”, planejada para ocorrer entre os dias 21 de abril e 12 de junho. Além disso, a operação naval PASSEX está agendada para acontecer entre 26 e 30 de abril.
Onde os exercícios serão realizados?
A logística dos treinamentos engloba pontos estratégicos do país. Entre os locais confirmados estão a Base Naval de Puerto Belgrano, a Guarnição Militar de Córdoba e a VII Brigada Aérea da Força Aérea Argentina, situada em Moreno, na província de Buenos Aires. Já a operação PASSEX será desenvolvida integralmente na Zona Econômica Exclusiva da Argentina, contando com o suporte direto de navios da Marinha dos EUA.
Superação de entraves legislativos
A medida de Milei surge após uma tentativa frustrada de tramitação pelo Congresso. O Poder Executivo havia enviado, no ano passado, um projeto de lei que buscava autorização para a presença de forças estrangeiras em solo nacional. Diante da falta de consenso e do debate travado no Legislativo, o governo recorreu ao decreto sob o argumento de “necessidade e urgência”.
Embora a Constituição Argentina reserve ao Parlamento a prerrogativa de autorizar a entrada de tropas estrangeiras, a Casa Rosada defende que a excepcionalidade do momento exige celeridade. Esta manobra reforça o alinhamento de Milei com a gestão americana, consolidando um dos eixos centrais de sua política externa.
Com essa movimentação, o governo argentino sinaliza uma mudança significativa na postura do país frente ao cenário sul-americano, buscando fortalecer laços diplomáticos e militares com Washington. A expectativa é que o intercâmbio tático traga maior operacionalidade às forças locais diante das novas dinâmicas geopolíticas globais.



